Cinema

Quer ser um roteirista de sucesso? 9 dicas que ajudarão você

Um bom roteiro serve para uma grande diversidade de trabalhos no campo audiovisual, desde jogos até longas-metragens. Apesar de ser uma função gratificante — uma vez que você consiga emplacar seu trabalho em boas produções —, esse caminho é também cheio de desafios. Assim, os segredos de como ser roteirista envolvem tanto aspectos técnicos, como comportamentais.

Basicamente, a preparação deve focar desde cursos e motivação até o consumo de produtos da indústria do entretenimento. Ainda assim, não existe uma receita pronta: você é quem precisa encontrar um ritmo de escrita e a sua própria forma de contar boas histórias.

Se você deseja investir nessa carreira, acompanhe as nossas 09 dicas essenciais para se tornar um roteirista de qualidade!

1. Treine a escrita

Adquira o hábito de escrever com frequência: esse é um dos principais fatores que levam a bons roteiros. Aqui, o essencial não é escrever rápido ou extremamente bem de primeira — é praticar todos os dias, ainda que a maior parte das suas criações não possa ser produzida num futuro próximo.

A maioria dos profissionais que já escrevem roteiros aconselham a separar algumas horas por dia para se dedicar à escrita, porque é nesse momento que todas as possíveis dúvidas, os erros e os acertos sobre a história contada costumam aparecer.

É importante também que, durante o seu trabalho de criação, você se desconecte por algum tempo de distrações, por mais difícil que seja. Isso vai aumentar o seu poder de concentração e melhorar a sua capacidade de desenvolver ideias.

Encare o todo o processo como um constante aprendizado: quanto mais você buscar aperfeiçoar suas ideias, maior será sua autoconfiança e maiores serão as chances dos roteiros agradarem a você mesmo e às pessoas certas.

2. Invente histórias com realismo

Procure observar as formas de construir uma boa narrativa e elabore sempre histórias para cada um de seus personagens — afinal, é com eles que o público deve se identificar. Então, ainda que sua história seja de ficção, dê a eles problemas corriqueiros, pensamentos, humores e reações realistas.

Todo esse plano de fundo é o que dá profundidade às histórias e faz com que sejam cada vez mais interessantes para os leitores e espectadores.

Atente-se também para a cronologia: afinal, toda história tem começo, meio e fim. Certifique-se de que cada acontecimento dentro da sua narrativa corresponda à fase correta, ainda que tenha planejado contar sua história em vários livros, filmes ou temporadas.

3. Anote suas ideias

Nunca se sabe quando a inspiração pode vir e apenas pessoas de memória extremamente privilegiada não esquecem nenhuma ideia. Então, por via das dúvidas, esteja sempre preparado com um bloco de anotações, um caderno ou o seu smartphone à mão para anotar suas ideias a qualquer momento, em qualquer lugar.

Uma frase interessante, um personagem novo, uma expressão cômica. Tudo pode virar um tema ou uma característica da sua história.

4. Consuma entretenimento

Isso pode soar como uma rotina meio relapsa, mas consumir livros, séries, filmes, animações, curtas e outros materiais audiovisuais é uma das tarefas mais essenciais da atividade do roteirista, talvez até mais do que os cursos e materiais teóricos.

Quanto mais você consome produtos criativos, mais a sua imaginação será estimulada a contar e criar histórias novas. Mas lembre-se: quanto mais você ler, melhor vai escrever. Nenhum filme ou série, por melhor que seja, é capaz de substituir o papel da leitura.

5. Faça networking

Uma rede de contatos ampla pode ser a diferença entre seu roteiro na gaveta ou nas telonas. Crie um blog, envie roteiros ou produções suas para participar de concursos, festivais e eventos de cinema. Como os longas são mais complicados, comece com curtas, documentários ou vídeos para um canal no YouTube e depois aumente o grau de complexidade.

Essas práticas têm grandes chances de ser a sua porta de entrada para a indústria e podem funcionar como um portfólio de trabalho muito interessante.

6. Tenha interesse por vários temas

Conheça obras sobre história, biografias, psicologia. Veja jornais, leia livros, revistas e outros roteiros que você normalmente não leria. Aproveite o excesso de informação com a qual somos bombardeados diariamente e retire dali os seus personagens, o plano de fundo de cada um deles e o contexto da sua história.

A participação em eventos como oficinas de escrita, encontros e congressos sobre cinema também funcionam como uma forma interessante de renovar as ideias.

7. Persista

O trabalho de um roteirista, por vezes, é solitário e complicado, visto que o entretenimento é um campo de atuação muito competitivo. Portanto, não se entristeça se os resultados demorarem a surgir. Procure sempre se manter atualizado em conhecimentos sobre a área e em contato com pessoas que possam ajudar na sua empreitada.

Além disso, varie o foco: roteiristas podem escrever não apenas para cinema, mas também para TV, teatro, rádio e agências de publicidade. Cada tipo tem suas particularidades e é interessante que você tente quantas áreas puder, antes de escolher a que mais gosta para se especializar.

8. Invista em cursos

Por meio de uma graduação em cinema ou em cursos livres, você pode aperfeiçoar a parte técnica da profissão: os formatos de roteiro, estruturação do texto, as etapas da produção nas quais há participação do roteirista, as influências da indústria que você pode usar em seu trabalho, dentre várias outras descobertas incríveis.

Se você deseja aprender sobre roteiro para cinema, num curso rápido e dinâmico, o TreinaWeb oferece um treinamento excelente sobre roteiro para curtas-metragens. No entanto, não se esqueça: o conhecimento teórico — apesar de essencial — é apenas uma base. A sua imaginação depende de estímulos criativos constantes para gerar coisas novas.

09. Procure um estágio

Estágios são uma das melhores formas de começar uma carreira, ainda que seja, a princípio, para fazer trabalhos apenas assistenciais ou que pareçam completamente desconectados com a função que você almeja.

No entanto, essas experiências farão toda a diferença no seu entendimento sobre timing, tempo de ação, diálogos e outros assuntos técnicos que acabam por tomar forma em momentos de edição e pós-produção, mas que podem ser decisivos para que você produza bem desde o começo.

Em paralelo, mantenha projetos diversificados e deixe em aberto a possibilidade de executar alguns trabalhos como freelancer — além de ser uma modalidade de trabalho muito em alta, ser freelancer pode garantir ainda mais contatos e um dinheiro extra no fim do mês!

Descobrir como ser roteirista não é fácil, tampouco depende apenas da sua habilidade com a escrita. Há muitos outros fatores envolvidos: administrar o tempo, as técnicas, a carreira, os contatos, motivação e muito trabalho. A TreinaWeb oferece cursos de roteiro, edição, produção e muito mais. Entre em contato conosco e ajudaremos a encontrar o curso perfeito para você!

6 Curtas Metragens que você não pode deixar de ver

Uma parte essencial da formação de um filmmaker é o referencial. É sabido que, neste ponto da história, dificilmente você conseguirá produzir algo completamente original. E se para Lavoisier “nada se perde, tudo se transforma”, é melhor partir de referências de qualidade e que deram certo.

O TreinaWeb preparou uma lista de seis curtas metragens que podem te inspirar e preencher sua bagagem audiovisual. O formato, ideal para cineastas de primeira viagem, recebe maior destaque em festivais de Cinema ou até mesmo na internet – sendo um primeiro passo importante para quem pretende seguir carreira cinematográfica.

1. Logorama (2009)

Produção francesa de alta qualidade, esse curta traz uma reflexão muito interessante sobre a sociedade atual. A obra é dirigida pelos franceses François Alaux, Ludovic Houplain e Hervé de Crécy e teve seu lançamento no Festival de Animação em Waterloo, no Canadá.

Em primeiro lugar na nossa lista de curta metragens, o filme conta com um enredo muito instigante e cheio de referências às grandes marcas que existem no mundo. Além disso, acaba sendo inusitado acompanhar os bonecos da Michelan perseguindo o Ronald McDonald por uma cidade cheia de logotipos famosos.

Com méritos, “Logorama” venceu o Oscar de Melhor Curta-metragem de Animação em 2010, com uma pitada interessante de humor e personagens que nos fazem lembrar instantaneamente das empresas as quais eles representam.

São 16 minutos fantásticos de pura criatividade, arrematados com um final Hollywoodiano ao som de I don’t want to set the world on fire.

2. Ilha das Flores (1989)

Esse é um filme que traz críticas sociais de fundamental importância, como a questão da desigualdade, do saneamento básico e do descarte irregular de lixo na pequena Ilha das Flores, localizada perto de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Jorge Furtado é a mente talentosa responsável pela direção do filme, cuja narração é do brilhante ator Paulo José. Logo no começo, você já fica impactado por três frases — a última seria capaz de ter feito Nietzsche sorrir.

O curta foi vencedor de 16 prêmios do gênero, dos quais podemos destacar o Kikito de Melhor Filme de Curta-metragem no Festival de Gramado e o Urso de Prata no Festival de Berlim, na Alemanha.

Outro fato que vale a pena mencionar é que “O Guarani”, de Carlos Gomes, é o tema que inicia e finaliza a parte musical dessa produção incrível.

3. O avião de papel (2012)

Com a tutela dos estúdios de Walt Disney, Paperman (título original) traz uma história de amor bem simples e encantadora. Um rapaz se vê diante de uma linda mulher numa estação de trem e acaba se apaixonando, ao melhor estilo Ted Mosby de How I Met Your Mother.

Esse é um filme inovador por conta das técnicas usadas na produção, com uma animação feita por computador aliada ao requinte do preto e branco e tomando forma com um recurso chamado Meander, que junta o formato 2D com um CGI 3D.

John Kahrs é o diretor da obra e esse pequeno enredo de paixão à primeira vista conseguiu ganhar o Oscar de Melhor Curta-metragem de Animação em 2013.

Vale a pena prestar atenção especialmente nos efeitos sonoros, que parecem dançar com as cenas do filme — tudo milimetricamente planejado.

4. Socorro Nobre (1995)

Com a direção de Walter Salles e a maestria de Walter Carvalho na fotografia, “Socorro Nobre” conta a incrível história de Maria do Socorro Nobre, uma mulher vivendo em uma penitenciária em Salvador.

Depois de ler uma reportagem na revista Veja sobre o polonês Frans Krajcberg, artista plástico e sobrevivente do holocausto, Maria do Socorro resolve lhe escrever uma carta, mostrando sua compaixão e empatia.

O filme, com ar de documentário, mostra um relato emocionante de Maria sobre dar a volta por cima e tentar alcançar um destino melhor. No curta, o encontro dela com Frans é retratado como um momento muito singelo e bonito, dando um ar mágico a essa produção.

“Socorro Nobre” ganhou o prêmio como Melhor Documentário no Festival do Chile em 1996. Um fato curioso é que esse curta-metragem serviu de inspiração para Walter Salles criar a personagem Dora, de “Central do Brasil”.

https://www.youtube.com/watch?v=C0Sr1JPEPA8

5. A casa de pequenos cubinhos (2008)

Uma produção japonesa, simples e muito bem executada pelo diretor Kunio Kato, “A casa de pequenos cubinhos” conta a história de um velhinho um tanto solitário que, ao ver sua casa sendo inundada, sempre constrói um andar acima para se proteger.

De tijolinho em tijolinho, ele vai erguendo novos cômodos a cada entrada de água. Nesse meio tempo, acaba perdendo seu cachimbo e resolve comprar uma roupa de mergulho para buscá-lo. No entanto, em cada parte que ele passa, vêm as lembranças da vida que teve em família.

Com um enredo comovente e abordado de forma bem cativante, esse curta faz com que o espectador embarque de maneira única em cada memória daquele senhor. Não é à toa que a obra foi vencedora do Oscar na categoria de Melhor Curta-metragem de Animação no ano de 2009.

6. Menino do cinco (2012)

Dirigido por Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira, o filme traz a história do menino Ricardo (Thomas Oliveira), branco, de classe média alta baiana e cheio de brinquedos à sua disposição. Apesar disso, um tédio sem fim o consumia, fazendo com que ele sentisse que queria algo diferente para sua vida.

Em contraposição, vemos um segundo personagem, Téo (Emanuel de Sena), negro e morador de rua, que perambulava com os amigos e o seu cachorro, próximo de um condomínio. Devido a um descuido, o menino acaba perdendo de vista seu bichinho de estimação, que vai correndo e se depara com o “menino do cinco”.

A história vai se desenrolando até chegar a um final que gerou muitas discussões — ao qual você terá que assistir para tirar as suas próprias conclusões. Essa produção brasileira conseguiu seis prêmios no Festival de Gramado, dentre eles o Kikito de Melhor Filme.

Vale lembrar que diversos diretores norte-americanos consagrados já fizeram filmes assim: são os casos de Vincent, de Tim Burton, e de Escape to Nowhere, de Steven Spielberg — que, aliás, foi seu primeiro trabalho cinematográfico.

Os filmes com as melhores montagens de 2017

A montagem cinematográfica é uma das etapas da pós-produção de um filme e consiste na organização de cenas para a formação de sequências. Podemos dizer que trata-se, de fato, de uma arte única e específica para as obras cinematográficas, responsável por dar o tom e a velocidade a uma narrativa. Em 2017 tivemos a oportunidade de assistir a obras incríveis, e hoje você conhecerá os filmes com melhor montagem deste ano.

Montar filmes é um aspecto tão importante da criação de clássicos que é celebrada anualmente com uma categoria no Oscar. Em 2017 competiram pelo prêmio A Qualquer Custo, A Chegada, Até o Último Homem, Moonlight: Sob a Luz do Luar e La La Land: Cantando Estações. Mas, para entender o que constitui uma boa montagem, precisamos revisitar os clássicos.

A Motion Picture Editor’s Guild, um tipo de sindicato americano dedicado aos editores de filmes, elencou em seu aniversário de 75 anos as melhores obras nessa categoria. Você acha que conhece os filmes com melhor montagem de todos os tempos?

Touro Indomável, Cidadão Kane, O Poderoso Chefão, O Encouraçado Potemkin e Amnésia são alguns deles. O traço compartilhado pelos principais filmes da lista é que as histórias de todos eles são muito bem costuradas – demonstrando um apreço pelos detalhes, onde até as menores coisas são levadas em consideração. O resultado é uma obra coerente.

Assim como em outras áreas específicas do Cinema, como o som e a fotografia, é muito mais fácil perceber uma montagem quando ela está mal executada. No momento em que cortes e transições se tornam praticamente imperceptíveis é que sabemos que os editores fizeram um bom trabalho.

Agora que você já conhece as características dos filmes com melhor montagem, podemos falar um pouco melhor sobre os grandes destaques de 2017. Confira, na lista abaixo, os grandes êxitos do ano.

Até o Último Homem

John Gilbert é um montador neozelandês que já recebeu algumas indicações ao Oscar da categoria pelo seu trabalho em Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel. Ele começou sua carreira trabalhando para o governo de seu país na The National Film Unit e trabalhou com diretores tão famosos quanto Sean McNamara e o animador Gábor Csupó.

Sua segunda obra indicada ao Oscar foi a vencedora em 2017, contra todas as previsões dos especialistas na área. Afinal, por mais que filmes de guerra dependa de uma boa montagem para conseguir contar sua história, é raro que eles sejam os maiores destaques da premiação. A quantidade de violência contida nessas películas costuma desagradar a Academia e deixar esses concorrentes para trás.

Entretanto, o trabalho de John Gilbert foi tão bem feito no longa que as cenas fortes criadas pelo diretor Mel Gibson conseguiram contar muito bem a história do herói americano interpretado por Andrew Garfield.

Baseado em fatos reais, o filme apresenta a história de um protagonista inusitado, que se recusava a carregar armas e a usar da violência, graças à sua religião. Ainda assim ele teve participação marcante na II Guerra Mundial e foi premiado com a Medalha de Honra.

Moonlight: Sob a Luz do Luar

Montado por Joi McMillon e Nat Sanders, Moonlight foi um dos grandes destaques do ano de 2017, protagonizando um dos momentos mais marcantes da premiação deste ano. Depois de ser nomeado para seis categorias durante o anúncio do prêmio de Melhor Filme, os apresentadores Faye Dunaway e Warren Beatty se confundiram e anunciaram La La Land em seu lugar.

O erro foi rapidamente corrigido por Jordan Horowitz e a cerimônia continuou como planejada. Mas além de ser um favorito para a categoria principal, Moonlight juntou uma grande torcida pelo Oscar de Melhor Montagem, especificamente graças ao trabalho de Joi.

Ela foi, afinal, a primeira montadora negra a ser indicada à premiação, que foi marcada pela inclusão depois de a edição de 2016 ter sido tão criticada. A maioria dos críticos concorda que Moonlight não chegaria onde chegou se não fosse o trabalho de seus montadores, responsáveis por cenas emblemáticas como a do jantar, incluída em seu terceiro ato.

La La Land: Cantando Estações

La La Land foi muito celebrado já em seu lançamento e isso aconteceu em grande parte devido ao trabalho de Tom Cross. O montador, que começou sua carreira no final da década de 1990, tanto nos filmes quanto na televisão, já foi premiado com a estatueta no passado. O filme Whiplash ganhou três estatuetas em 2014, incluindo a de Melhor Montagem.

Tom foi tido como favorito ao longo da disputa porque conseguiu retratar com muita naturalidade e fluidez a história de amor protagonizada por Ryan Gosling e Emma Stone. Um dos grandes destaques do seu trabalho aqui foi a conceitualização das transições, que permitem que o filme entregue de maneira surpreendente o amor entre o pianista de jazz Sebastian e a barista Mia.

Celebrado por seu roteiro, direção e atuações, La La Land não peca na entrega de uma montagem que contextualiza bem todos os seus números musicais. Podemos, em virtude desse resultado, esperar ver o trabalho de Tom Cross ser celebrado novamente pela Academia nos próximos anos.

A Chegada

Montado por Joe Walker, um grande editor de filmes britânico, esse filme trata sobre alienígenas que se instalam ao redor do mundo sem nenhum motivo evidente. Um filme recheado de mistério tem seu ponto alto na montagem de Joe, que consegue expressar muito bem todas as situações vividas por seus protagonistas e transparecer para nós suas sensações – muitas vezes bagunçando a linha do tempo do longa.

Joe já havia sido contemplado com o Oscar de Melhor Montagem em 2013, por seu trabalho marcante em 12 Anos de Escravidão. Mas é em A Chegada que ele consegue conduzir uma história bastante explorada por Hollywood – a de uma invasão alienígena – com nuances emocionais complexas.

O trabalho da montagem cinematográfica é muito importante e hoje você teve a oportunidade de entender melhor o porquê. Caso você consiga passar duas horas no cinema sem se perguntar, em momento algum, o motivo de estar vendo uma determinada cena ou por que algo aconteceu, é um bom sinal de que a montagem foi bem executada.

Os brasileiros de Hollywood se destacam no campo. Entre os filmes com melhor montagem de 2018, a obra Bingo, de Daniel Rezende, foi escolhida para buscar uma vaga pelo país na categoria. Conheça melhor o trabalho desse profissional, seus prêmios e conquistas nesse post que fizemos sobre ele!

Clássico dos clássicos: as 6 regras de corte de Walter Murch

Uma produção audiovisual precisa cumprir uma série de requisitos para ser considerada um conteúdo de qualidade, qualquer que seja o meio no qual será veiculada.

Isso porque o processo de produção envolve arte, técnica, domínio de teorias (como as da imagem e da estética) e prática necessária para operar com maestria câmeras, microfones e softwares de edição que possibilitam a construção da obra em sua totalidade (como Adobe Premiere ou DaVinci Resolve).

Neste post, vamos falar um pouco sobre uma das principais teorias do audiovisual: as regras de corte de Walter Murch. Ela é apresentada em seu livro clássico Num Piscar de Olhos, leitura obrigatória em qualquer curso audiovisual ou até mesmo para você que quer começar a sua carreira profissional na área.

Ficou interessado? Então siga com a leitura. 🙂

Quem é Walter Murch

Para começar, é preciso saber quem é Walter Murch e por que ele é um profissional tão respeitado na área.

O melhor atributo para apresentá-lo é dizer que ele consegue conciliar teoria e prática como poucos. Assim como elaborou uma teoria e escreveu um livro que é quase uma bíblia para quem trabalha com montagem de vídeos, ele também é um grande editor.

Murch já concorreu 7 vezes ao Oscar, sendo premiado com 3 estatuetas. Venceu o Oscar de melhor mixagem de som pelos filmes Apocalypse Now e O Paciente Inglês. Pela 2ª película, garantiu também o prêmio de melhor edição.

Além dos filmes premiados pela academia, Walter também tem no currículo grandes obras como a trilogia O Poderoso Chefão e Ghost — Do Outro Lado da Vida.

A obra Num Piscar de Olhos

A teoria elaborada pelo autor em “Num Piscar de Olhos” parte de uma pergunta elementar: “por que os cortes funcionam?”. E, para chegar à resposta, ele teoriza sobre a relação entre filmes e sonhos e também entre o estado de espírito das pessoas e os momentos em que elas piscam.

Enquanto escrevia o livro, Murch observava a edição do filme A Conversação. Portanto, grande parte das questões metodológicas abordadas na obra foram elaboradas com base no que ele via no processo de produção do longa.

Apesar de ser uma obra muito rica do começo ao fim, a principal contribuição do livro está nas 6 regras de corte de Walter Murch. Essas regras estabelecem como devem ser os cortes que para que um vídeo tenha uma boa montagem.

A seguir, falaremos mais sobre elas.

As 6 regras de corte de Walter Murch

Segundo Walter Murch, os cortes podem ser considerados a alma de uma boa edição, já que influenciam no ritmo da obra e na forma como o telespectador se sente ao assistí-la.

Conforme sua teoria, para que um corte possa ser considerado perfeito, ele precisa satisfazer 6 atributos, que vamos explorar na sequência.

Antes disso, é fundamental lembrar que as regras de corte de Walter Murch estão em ordem hierárquica de importância. Portanto, se precisar sacrificar alguma das delas, opte sempre pela que está mais abaixo na escala de importância.

1. Emoção

Para o autor, o critério da emoção é o mais importante na hora de decidir um corte. Segundo ele, todos os cortes devem levar o espectador junto com a linha de emoção da história.

Por exemplo: se o objetivo de uma cena é causar tristeza, pergunte-se como este corte afetará emocionalmente a audiência. Se for de outra forma que não causando tristeza, cancele ou modifique o corte.

Murch considera esse critério tão fundamental na montagem de um filme que atribui a importância de 51% para ele. Portanto, a regra da emoção, por si só, é mais importante do que todas as outras regras de corte de Walter Murch juntas.

Embora algumas outras escolas de audiovisual considerem critérios como continuidade mais importantes, para Murch, a emoção vale mais do que tudo. Nesse caso, lembre-se de levar como lição para quando estiver editando algum vídeo: jamais sacrifique a emoção!

2. História

Com a importância de 23%, a 2ª regra diz respeito à história. Segundo o autor, um corte só deve ser feito se ele valorizar a história que precisa ser contada.

O corte que você quer fazer ajuda o espectador a compreender o que está acontecendo no filme? Ele faz a história avançar para o ponto seguinte? Se a resposta for negativa, reconsidere.

Muitas vezes, alguns trechos absolutamente desnecessários para a história de alguma obra acabam erroneamente incluídos em sua edição final e prejudicam sua compreensão. Um corte resolveria tudo!

3. Ritmo

Nessa regra, o autor determina que o corte precisa ocorrer em um ritmo legal, que seja fluído com o do vídeo, para não chocar a audiência. Esse critério é subjetivo e depende muito do feeling do editor. É preciso sentir qual o ritmo da obra e fazer um corte que siga esse mesmo padrão.

Basicamente, ritmo se refere a tempo. É necessário decidir a velocidade dos cortes. A obra pede um corte mais rápido ou mais lento? Tenha essa percepção e aplique na hora da montagem do seu vídeo para que ele faça sentido.

Essa regra tem a importância de 10% e, ao lado das 2 primeiras regras de corte de Walter Murch, é essencial na construção do filme. As três regras se conectam perfeitamente bem e precisam estar em sintonia para que a obra faça sentido.

4. Linha do olhar

As 3 últimas regras têm uma importância muito menor para o autor. Para a linha do olhar, Murch atribui 7% de importância.

Segundo essa regra, o editor precisa cortar as cenas levando em consideração em qual lugar os olhos do espectador estarão no momento. Este cuidado dará uma continuidade visual para todo filme e garantirá que você não perca a atenção da sua audiência.

Além disso, vídeos em que essa regra não é respeitada tendem a cansar e confundir demais os espectadores, já que o olhar deles precisa mudar de lugar muito rapidamente.

5. Planaridade

Essa regra está diretamente ligada ao ângulo das tomadas e à linha do olhar. Nesse caso, é importante ter em mente que, para que uma cena faça sentido na cabeça do espectador, os cortes precisam obedecer aos movimentos que estão acontecendo.

Por exemplo: como podemos representar em uma cena que 2 pessoas estão conversando, frente a frente? Como você vai fazer os cortes respeitando essa quebra de linha? A importância deste critério é de 5%.

6. Tridimensionalidade

A regra da tridimensionalidade é muito semelhante à da planaridade, com a diferença que a anterior é em 2D, e essa, em 3D. É o que comumente se conhece por continuidade espacial.

Como vamos fazer pessoas e objetos se moverem em um espaço tridimensional? Como se deve fazer o corte para que, quando alguém vire uma esquina, o espectador tenha a sensação de continuidade? Todas estas questões dizem respeito à tridimensionalidade. Para Murch essa regra tem a importância de 4%.

Gostou de saber um pouco mais sobre as 6 regras de corte de Walter Murch? Curta nossa fanpage e tenha acesso a outros conteúdos que também podem te interessar.

Rimas visuais: o Cinema flertando com a Poesia

O cinema, como arte moderna, sempre teve uma grande abertura para interagir livremente com as diferentes manifestações artísticas. Aplicou a teoria das cores utilizada pelos pintores quando ganhou cor, incorporou números musicais em suas narrativas quando ganhou som… Mas além dessas interações mais “genéricas”, é possível estabelecer uma conexão do Cinema com a Poesia a partir das rimas visuais.

A utilização de rimas visuais é um recurso que resgata elementos de cenas passadas e os incorpora na atual. Pode ser um movimento, enquadramento, cenário… Contanto que nos remeta a um tempo ou lugar anteriormente estabelecido no filme.

O editor Pablo Fernandez, ciente da presença de rimas visuais em duas grandes trilogias, Jurassic Park e Star Wars, fez um compilado dessas cenas visualmente semelhantes, colocando-as lado a lado.

No caso de Jurassic Park, o diretor Colin Trevorrow (Jurassic World) decidiu homenagear a trilogia original, dirigida por Steven Spielberg e Joe Johnston. Em Star Wars, George Lucas optou por utilizar rimas visuais em sua Nova Trilogia, sempre referenciando os três primeiros filmes da franquia. Em uma cena do making-of dos novos capítulos da franquia, o diretor declarou: “você vê o eco do destino disso tudo. É como poesia, então eles rimam“.

Além de despertar essa sensação de nostalgia quando presente nas franquias, as rimas visuais podem funcionar também dentro de um único filme. É o caso de Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me By Your Name) – que concorre ao Oscar desse ano em quatro categorias: Filme, Ator, Roteiro Adaptado e Música Original.

No caso do longa, as rimas estão presentes mais na mise-en-scène e movimentos dos personagens do que nos próprios enquadramentos. Seus gestos evocam momentos passados no filme e trazem para aquele ponto da narrativa um simbolismo anteriormente estabelecido, dando, então, um propósito mais do que estético para aquela repetição, indo além de um fan service.

Vamos analisar, então, uma das rimas presentes no filme. Oliver, um acadêmico que estuda Heráclito e que se aproximou, naquele verão, do estudo de estátuas, quando se depara com uma recém emergida do mar, desliza suavemente seus dedos sobre a face da peça – com curiosidade, para descobrir sua textura, curvas e rigidez.

Minutos depois, Oliver repete o mesmo gesto com Elio, segundos antes de beijá-lo. A mesma curiosidade e atmosfera de descoberta, de imediato, são evocadas. Naquele momento, Elio, além do destino da paixão de Oliver, se aproxima do que seria um objeto de estudo que está sendo analisado empiricamente. A devoção do acadêmico para uma peça tão perfeitamente trabalhada, que era a estátua, agora está realocada no garoto.

E se naquele momento Elio é avaliado e venerado como uma estátua, mais a frente temos outra associação entre o personagem e a peça emergida. No caminho de volta para sua casa, enquanto chora no carro dirigido sua mãe, Elio posa como a mesma estátua analisada anteriormente por Oliver.

Para o espectador médio, tudo isso pode parecer uma mera coincidência, mas é importante lembrar que na arte nada é por acaso. E mesmo que, por ventura, o diretor ou os atores não estivessem cientes dessa associação durante a gravação da cena, o filme, como obra que será lida (e não apenas assistida), existe independentemente das intenções de seus produtores. Isto é, todas as teorias que se justificam na tela, independentemente da opinião de quem produziu o longa, são tão valiosas quando as de sua própria equipe.

Abaixo você pode conferir um vídeo que compila essa e outras rimas visuais do filme. Lembrou de alguma franquia ou produção que também utiliza desse recurso para enriquecer sua narrativa? Conta pra gente aqui nos comentários.

5 filmes para apostar nas indicações ao Oscar 2018

As indicações ao Oscar 2018 acabaram de ser anunciadas e cinéfilos de todo o mundo já começam a fazer suas apostas e a correr para o cinema mais próximo para assistir a todos os filmes que puderem antes da premiação, que acontecerá no dia 4 de março.

Como a lista de indicados é longa, preparamos uma com as 5 principais apostas dentre os indicados para você ficar por dentro das produções com maior chance de levar a melhor na disputa. Confira a seguir!

1) Três Anúncios Para um Crime

Essa produção, dirigida por Martin McDonagh, é uma forte candidata ao prêmio de Melhor Filme, já que faturou nada menos que o prêmio de Melhor Elenco do Sindicato dos Atores (SAG Awards) e o Globo de Ouro de Melhor Filme em Drama.

E não para por aí. Frances McDormand também ganhou os dois prêmios citados na categoria de Melhor Atriz por interpretar Mildred Hayes, uma mãe que, inconformada com o brutal assassinato não solucionado de sua filha, decide alugar anúncios na entrada da sua cidade para chamar a atenção da polícia local.

2) Me Chame Pelo Seu Nome

Após abrir a temporada de premiações com muita força e receber desde o início o “buzz” do Oscar, Me Chame Pelo Seu Nome, baseado na obra de André Aciman, é um forte candidato para a categoria de Roteiro Adaptado. Estrelado por Thimothée Chalamet, no papel de Elio Pearlman, um jovem de 17 anos que vai passar as férias na casa da família na Itália, onde conhece Oliver (Armie Hammer), assistente de pesquisa de seu pai, por quem se apaixona. O longa foi dirigido pelo italiano Luca Guadagnino.

A beleza do interior da Itália dos anos 80, pano de fundo para a trama, e a elogiada atuação de Chalamet com certeza são um convite persuasivo à esse filme que trata tanto do amadurecimento do jovem Elio, quanto do descobrimento de seus desejos e identidade de uma forma sensível e natural.

3) A Forma da Água

Esse longa é outro forte candidato a categoria de Melhor Filme, acumulando nada menos que 13 indicações ao Oscar 2018. O aclamado diretor, Guilhermo Del Toro, levou o Globo de Ouro de Melhor Direção e concorre ao Oscar na mesma categoria.

No longa, a faxineira muda Eliza – interpretada pela indicada ao Oscar Sally Hawkins – trabalha num laboratório secreto do governo dos EUA, no qual, acompanhado de sua colega e por vezes intérprete, Zelda (Octavia Spencer, também indicada), vai descobrir uma criatura fantástica e se apaixonar por ela.

Esse filme é um prato cheio para quem curte ficção científica, mistério, musicais e fantasia. Mais do que isso, encanta e dá voz aos excluídos com a excelente atuação de Hawkins, que brilha mesmo sem falas.

4) Lady Bird – A Hora de Voar

Dirigido por Greta Gerwig, a quinta mulher a ser indicada ao Oscar na categoria Melhor Direção, esse filme, que ganhou o Globo de Ouro, trata com humor e delicadeza a relação um tanto conturbada entre uma adolescente e sua mãe numa fase tipicamente marcada por incertezas e questionamentos.

O papel de Saoirse Ronan lhe rendeu o Globo de Ouro por interpretar Christine McPearson, uma jovem que se apelida Lady Bird e passa pela transição à vida adulta, enfrentando com autenticidade seus problemas.

Em um ano em que o empoderamento feminino está com grande visibilidade, é fácil imaginar que a história de uma protagonista tão forte possa levar a melhor na premiação.

5) The Post – A Guerra Secreta

O longa conta a história de Kat Graham, diretora do jornal estadunidense The Washington Post, interpretada pela grande Meryl Streep, mais uma vez indicada ao Oscar de Melhor Atriz, batendo o recorde de 21 indicações.

Quando Kat e seu editor-chefe, Ben Bradlee (Tom Hanks), recebem documentos reveladores sobre a Guerra do Vietnã, eles têm que decidir arriscar ou não o futuro do jornal para revelar aos leitores as chocantes descobertas. Ninguém menos que Steven Spielberg dirige esse elenco de estrelas.

Esse filme se torna relevante por tratar da responsabilidade jornalística em um momento que o mundo revive esse ataque à liberdade de imprensa, como lembrou a própria Meryl em seu discurso durante o Globo de Ouro de 2017.

A temporada de premiações está aberta e falta pouco para descobrirmos quem serão os vencedores dentre as indicações ao Oscar 2018. Pegue seu balde de pipoca e assista a esses filmes para saber tudo sobre eles antes mesmo da cerimônia de premiação!

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Dicas para desenvolver bons personagens em seu roteiro

Professor de escrita criativa e “guru” do roteiro cinematográfico, Robert McKee estruturou no livro Story – Substância, Estrutura, Estilo e os Princípios da Escrita de Roteiro os passos para a escrita de um bom roteiro, partindo da análise de mais de cem filmes.

Para te ajudar a pensar, entender e, principalmente, criar bons personagens para seu próprio roteiro, o TreinaWeb traz algumas dicas do autor que vão te guiar na escrita do seu filme.

Gêneros

McKee destaca a importância dos gêneros cinematográficos para um alinhamento entre as expectativas do público e o resultado em tela. Isso é, o público, como conhecedor dos gêneros, entra na sessão com um “conjunto complexo de antecipações” que podem ou não serem supridas. Para o autor, é extremamente importante que um roteirista conheça as convenções do gênero que irá se propor a escrever para que possa cumprí-las de maneira única.

Uma convenção em um Thriller, por exemplo, é o criminoso fazer com que o detetive encare o crime como um ataque pessoal. No começo da história podemos ter um policial que leva uma vida comum, mas que sofre uma reviravolta quando o criminoso começa a passar dos limites. Relíquia Macabra (1941), de John Huston, e Se7en (1995), de David Fincher, são dois bons exemplos dessa convenção de gênero.

Em uma Trama de Desilusão podemos abrir a história com um personagens otimista, com uma visão de vida positiva, mas que ao passar por seguidas situações negativas acaba por perder a esperança e abandona seus sonhos e valores. A Conversação (1974), de Francis Ford Coppola, e A Doce Vida (1960), de Federico Fellini, são exemplos clássicos desse gênero.

Negar todas as convenções, para McKee, seria um erro, e elas estão presentes em todo o seu filme, seja nos ambientes, papéis, eventos ou valores.

Personagens

Seus personagens não são suas caracterizações. Caracterização seria apenas a soma das qualidades observáveis em uma pessoa – cor do cabelo, QI, sexo, carro, roupa. Seu personagem – seu verdadeiro personagem – não são esses traços, porque essas características estão na superfície. Como descobrir se seu personagem é amável ou cruel, sincero ou mentiroso, corajoso ou covarde? Crie situações que o coloque à prova.

Só sabemos como verdadeiramente é um personagem quando testemunhamos uma escolha em que toma sob pressão e que envolve certo risco. Como afirma McKee, “quando ela escolhe, ela é“.

Mas lembre-se de colocar uma dose de risco nas escolhas de seu personagem. Como o próprio autor aponta, se uma pessoa decide contar a verdade em uma situação em que a mentira não lhe traz risco, essa escolha não representa nada. Mas se esse personagem insiste na verdade mesmo que a mentira pode salvar sua vida, percebemos que a honestidade é intrínseca a essa pessoa.

Estrutura

Filmes são sobre seus 20 minutos finais“. Isso é, o último ato e o clímax do filme devem ser a experiência mais satisfatória do filme. Então, é necessário estabelecer uma coerência e desenvolvimento interno em seu roteiro. A estrutura tem essa função de criar pressões progressivamente contruídas, forçando o personagem a chegar ao seu verdadeiro eu.

Fique atento ao arco de cada um de seus personagens. Um arco de mudança de natureza interna, para melhor ou para pior, revelará verdadeiramente, principalmente, seu protagonista, e é esse design da sua história que sustentará a profundidade de todos os seus personagens. Então, fique atento a progressividade em seu roteiro e guarde o melhor para o final.

Além do Story, já recomendamos outros quatro livros obrigatórios para todo estudante de Cinema. Confira aqui.

Inspire-se! 7 cineastas brasileiros de sucesso

O cinema brasileiro já passou por diversas fases. Entre momentos de glória e situações de extrema dificuldade, obras memoráveis foram realizadas pelos profissionais da sétima arte no País. Alguns desses artistas deram grandes contribuições para a cultura cinematográfica nacional e internacional e escreveram seus nomes no rol de cineastas brasileiros de sucesso.

Conhecer o trabalho desses talentos é fundamental para estudantes e profissionais do cinema. Por isso, preparamos uma lista com alguns dos maiores cineastas do Brasil. Confira e aprenda com quem realmente entende do assunto!

Glauber Rocha

Considerado por muitos o maior cineasta brasileiro da história, o baiano Glauber Rocha foi o nome mais importante do Cinema Novo. Trata-se de um movimento surgido na década de 1960 que tinha como proposta romper com as fórmulas do cinema comercial americano e criar um produto legitimamente brasileiro, mostrando na tela diversos aspectos de nossa cultura.

Seu primeiro filme foi Barravento, de 1962, mas foi dois anos depois que Glauber obteve o reconhecimento internacional, com Deus e o Diabo na Terra do Sol, seguido por Terra em Transe.

O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, lançado em 1968, ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e escreveu um capítulo inesquecível na história do nosso cinema.

Com nove longas e oito curta-metragens em sua carreira, Glauber Rocha é admirado por grandes cineastas, como o americano Martin Scorsese e o icônico diretor francês Jean-Luc Godard. Inclusive, atuou em um filme deste último, Vento do Leste, de 1970.

Rocha faleceu em 1981, aos 42 anos de idade.

Anna Muylaert

Nascida em São Paulo, no ano de 1964, Anna Muylaert trabalhou como roteirista em diversas produções para cinema e televisão antes de iniciar sua carreira como diretora em 2002 com o drama Durval Discos.

Mas foi em 2015, com Que Horas Ela Volta?, que Muylaert colocou definitivamente seu nome ao lado de outras grandes mulheres da história do cinema. O longa obteve prêmios em importantes festivais pelo mundo, entre eles Sundance e Festival de Berlim.

Anna Muylaert tem no currículo cinco longas e vários curtas, e sua carreira segue a todo vapor! Seu último lançamento foi Mãe Só Há Uma, longa-metragem de 2016.

Hector Babenco

Argentino naturalizado brasileiro, Hector Babenco era dono de um estilo sólido e versátil, capaz de dialogar com vários tipos de público.

Suas principais obras são Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1977), Pixote – A Lei do Mais Fraco (1980) e O Beijo da Mulher-Aranha (1984), indicado a quatro categorias no Oscar de 1986 e elenco formado por atores renomados como Sônia Braga, Raúl Juliá e William Hurt.

Dirigiu também Carandiru, de 2003, filme baseado no livro do médico Dráuzio Varella, vencedor de vários prêmios internacionais e indicado à Palma de Ouro.

Babenco faleceu em 2016, aos 70 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória.

José Padilha

José Padilha é o diretor brasileiro de maior prestígio internacional na atualidade. Carioca, estudou Economia, Literatura e Política Internacional em Oxford, Inglaterra. Estreou como diretor de cinema em 2002, com o documentário Ônibus 174.

A virada em sua carreira aconteceu em 2007, com Tropa de Elite, seu primeiro longa de ficção. O filme, cujo tema causou grande debate nacional, recebeu o prêmio Urso de Ouro no Festival de Berlim 2008. Sua sequência, Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro (2010) é um dos filmes de maior público na história do cinema brasileiro.

Padilha assina ainda produções como Paraísos Artificiais, a série de sucesso Narcos e Robocop, filme que marca sua estreia em Hollywood.

Fernando Meirelles

Diretor e roteirista, Fernando Meirelles estudou Arquitetura e se envolveu desde cedo com a produção audiovisual, tendo fundado uma produtora nos anos 1980 com amigos da faculdade.

Trabalhou em projetos experimentais e vídeos para televisão até fazer sua estreia no cinema, em 1998, dirigindo O Menino Maluquinho 2 e, logo em seguida, o popular Domésticas.

O passo seguinte em sua carreira trouxe também seu maior sucesso: o internacionalmente consagrado Cidade de Deus, indicado a quatro categorias no Oscar 2004 e vencedor de diversas categorias no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2003.

O filme ficou reconhecido como um dos melhores da história do nosso cinema em virtude da sua qualidade técnica e senso estético apurado.

Meirelles assina ainda obras como O Jardineiro Fiel, Ensaio Sobre a Cegueira, 360 e um dos segmentos do filme Rio, Eu te Amo. Chefiou também a equipe responsável pela grandiosa cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2016, transmitida para o mundo inteiro.

Walter Salles

Formado em Economia e Comunicação Audiovisual, Walter Salles iniciou sua vitoriosa carreira de diretor em 1985 com a série Japão, Uma Viagem no Tempo. Trabalhou em documentários e produções de pequeno porte até lançar, no ano de 1995, Terra Estrangeira, seu primeiro filme relevante.

Em 1998 lançou Central do Brasil, sucesso de público e crítica em uma década na qual o cinema brasileiro passava por sérios problemas. O filme franco-brasileiro recebeu duas indicações ao Oscar, além de ter levado para casa um Globo de Ouro na categoria melhor filme estrangeiro e um Bafta, entre muitos outros prêmios.

De lá para cá, Walter Salles vem alternando entre produções nacionais, como Abril Despedaçado e Linha de Passe, e internacionais, como Diários de Motocicleta, Água Negra e On The Road.

Daniel Rezende

Daniel Rezende nasceu em 1975 na cidade de São Paulo e deu os primeiros passos de sua carreira trabalhando como editor e diretor em filmes publicitários e videoclipes. Logo passou a emprestar seu talento para o cinema, tendo trabalhado na edição de filmes de grandes diretores.

Seu trabalho no aclamado Cidade de Deus lhe rendeu um prêmio Bafta e uma indicação ao Oscar de Melhor Edição em 2004, levando seu nome a atingir enorme reconhecimento e prestígio mundial.

Na sequência, trabalhou em produções como Diários de Motocicleta, O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias, Tropa de Elite, Ensaio Sobre a Cegueira e A Árvore da Vida.

O seu lançamento de 2017, Bingo: O Rei da Manhãs, concorreu uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Concluindo

Conhecer a trajetória de grandes nomes do cinema brasileiro pode dar motivação extra para aqueles que estão no início de sua jornada no audiovisual. Saber que é possível realizar bons trabalhos e conseguir reconhecimento por eles é um estímulo de importância incalculável para aqueles que sonham em vencer nessa carreira.

Portanto, veja muitos filmes e conheça os trabalhos de cineastas brasileiros de sucesso. A arte e a cultura nacional agradecem e você só tem a ganhar ao constatar a qualidade das obras dos maiores profissionais de cinema do nosso país. Você, definitivamente, não vai se arrepender!

Gostou da nossa lista? Conhece algum apaixonado por cinema que também pode gostar? Compartilhe este post nas redes sociais e ajude outras pessoas a conhecerem mais sobre o cinema do Brasil!

Representante do Brasil no Oscar: conheça o trabalho do montador Daniel Rezende

Ver um brasileiro se destacando mundialmente é motivo de orgulho, não é mesmo? E quando se trata da maior premiação do cinema, é mais empolgante ainda. A nossa aposta para o Oscar de 2018 foi o diretor e montador Daniel Rezende. Ele disputou uma vaga na categoria de Melhor Filme Estrangeiro com o filme Bingo — O Rei das Manhãs.

Você conhece a carreira dele e sabe quais são as atribuições de um montador de cinema? Então, acompanhe este post e entenda tudo!

Quem é Daniel Rezende?

Aos 42 anos de idade, o paulista Daniel Rezende possui um currículo de dar inveja. É formado em publicidade pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), onde teve o 1º contato com edição de vídeo.

Iniciou a carreira com comerciais e videoclipes e depois passou a editar filmes nacionais e estrangeiros, além de atuar como diretor de unidades. Acumula grandes filmes como montador e está estreando como diretor de cinema.

Entre seus trabalhos mais reconhecidos estão os longas Cidade de Deus (2002), Tropa de Elite 1 e 2 (2007 e 2010), Ensaio Sobre a Cegueira (2008), Árvore da Vida (2011) e RoboCop (2014).

Premiações

Na direção, está à frente Bingo — O Rei das Manhãs, filme inspirado na vida de Arlindo Barreto, ator que interpretou o famoso Palhaço Bozo. Título esse que lhe rendeu a indicação brasileira para a categoria de melhor filme em língua estrangeira da 90ª edição do Oscar.

Ele foi escolhido entre 22 produções nacionais e representou o Brasil na cerimônia. Ao todo, foram 92 filmes disputando a estatueta – o evento será realizado no dia 4 de março de 2018, em Los Angeles (Estados Unidos).

Mas essa não é a 1ª vez que o brasileiro participa de premiações. Em 2004, ele já havia sido indicado ao Oscar na categoria de Melhor Edição pelo aclamado Cidade de Deus. No ano anterior, venceu o Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão (Bafta) de melhor edição pelo mesmo trabalho.

Atualmente, Rezende é um dos nomes mais requisitados do cinema nacional. Está trabalhando na direção de Turma da Mônica — Laços, adaptação da história de quadrinhos para o cinema.

Como é o trabalho de um montador de cinema?

A função de um montador de cinema é reunir, ordenar e dar ritmo às imagens filmadas e sons captados no set. Com esse material, dá sentido narrativo ao filme de acordo com o roteiro e a decupagem prévia.

É o profissional responsável por dar harmonia aos cortes de cada plano, buscando tornar as mudanças de planos naturais, de modo que passem de forma despercebida.

Todo esse trabalho é realizado com a operação de softwares de edição.

Ruídos e música também são acrescentados na junção das imagens. Para isso, o montador pode trabalhar sozinho ou com a ajuda de um assistente (mais comum em filmes longos ou com muitos cortes).

Como montador, Daniel Rezende recebeu prêmios e trabalhou ao lado de grandes diretores, como Fernando Meirelles, José Padilha, Walter Salles e Terrence Malick. Confira a lista de filmes montados por Daniel Rezende, com seus respectivos diretores e reconhecimentos:

  • Armas e Paz (2002, Walter Salles e Daniela Thomas);

  • Cidade de Deus (2002, Fernando Meirelles): indicado à categoria Melhor Edição do Oscar 2004 e vencedor do Bafta nesse mesmo segmento;

  • Narradores de Javé (2003, Eliane Caffé): vencedor na categoria Melhor Montagem do Prêmio ABC e Cine PE 2003;

  • Diários de Motocicleta (2004, Walter Salles);

  • Água Negra (2005, Walter Salles);

  • O Ano em que meus Pais Saíram de Férias (2006, Cao Hamburger): Prêmio ABC de melhor montagem;

  • Tropa de Elite (2007, José Padilha): prêmio de melhor montagem no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2008;

  • Cidade dos Homens (2007, Paulo Morelli);

  • Ensaio sobre a Cegueira (2008, Fernando Meirelles);

  • Jazz in the Diamond District (2008, Lindsey Christian);

  • As Melhores Coisas do Mundo (2010, Laís Bodanzky);

  • Tropa de Elite 2 — O Inimigo Agora É Outro (2010, José Padilha): premiado em 2011 como melhor montagem no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e no Festival de Havana;

  • Árvore da Vida (2011, Terrence Malick): prêmio de melhor filme no Festival de Cannes do mesmo ano;

  • Os 3 (2011, Nando Olival): vencedor do Prêmio ABC de melhor montagem;

  • On The Road (2012, Walter Salles);

  • RoboCop (2014, José Padilha).

Sinopse do filme Bingo — O Rei das Manhãs

O filme dirigido por Daniel Rezende mostra os bastidores da cultura pop na televisão brasileira durante os anos 1980. É estrelado pelos atores Vladimir Brichta, Leandra Leal e Domingos Montagner. Produzido em 2016, o longa estreou em 2017.

O enredo é inspirado na vida do ator e apresentador Arlindo Barreto, que deu vida ao palhaço mais famoso do Brasil, Bozo. Apesar de o longa ser inspirado na história de Barreto, não se trata de uma cinebiografia. Inclusive, os nomes não são os correspondentes aos da vida real. O nome do personagem se chama Augusto, e o Bozo é identificado como Bingo.

Augusto se torna o maior sucesso da televisão infantil, mas passa pelo drama de não poder revelar a sua verdadeira identidade. Isso o leva de “o rei das manhãs” ao anonimato. O palhaço vive, então, uma vida de excessos, incluindo o uso de drogas. Esse comportamento o afasta do seu filho, a única criança que o reconhece como Bingo.

Estreado no final de agosto de 2017, o filme tem classificação indicativa de 16 anos. É uma mistura de drama e comédia, marcada pela edição e pelo ritmo envolvente de Rezende.

Muito legal conhecer os bastidores do mundo do cinema, não é mesmo? São várias etapas, técnicas, recursos e profissionais envolvidos na construção de um filme.

Se você gostou deste post, não pode perder o conteúdo que preparamos sobre as melhores animações do cinema!

Confira quais são as melhores animações da história do cinema

Faz algum tempo que os filmes de animação já não são considerados meras produções engraçadinhas e voltadas exclusivamente para crianças.

Atualmente, esse tipo de filme tem ganhado a atenção de jovens e adultos, e muitos longas-metragens têm proporcionado reflexões e lições de vida sobre os mais variados assuntos do cotidiano.

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Ibope em 2016, esse gênero de filmes é o terceiro mais acompanhado nos cinemas, perdendo apenas para ação e comédia. Isso prova a relevância que tem para a sétima arte e, principalmente, para o público de forma geral.

Preparamos um top 10 com as melhores animações da história do cinema. É claro que fazer uma lista desse tipo é algo subjetivo, por isso, os critérios usados foram sucesso de público, comentários de espectadores nos principais sites sobre cinema e a exploração das marcas na mídia. Acompanhe!

10. Divertidamente (2015)

A história se passa basicamente dentro da cabeça de Riley, uma garotinha de 11 anos que, ao enfrentar mudanças significativas em sua vida, acaba se deparando com vários sentimentos diferentes. Os personagens do filme são as próprias emoções de Riley: Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho.

O filme detém a marca de 11 prêmios, entre eles, o Globo de Ouro e o Oscar de Melhor Animação.

9. Branca de Neve e os Sete Anões (1937)

Um dos clássicos do cinema, de autoria dos Irmãos Grimm, o filme conta sobre o sentimento de inveja e ódio que a Rainha Má tem por sua enteada, Branca de Neve, a ponto de mandar matá-la e depois envenená-la só para se tornar a mais bela do reino.

Em 1939, Walt Disney recebeu da Academia um Oscar Honorário pelo ótimo serviço prestado como produtor dessa adaptação dos contos de fada para a sétima arte.

8. Up: Altas Aventuras (2009)

Um vendedor de balões chamado Carl Fredricksen está quase perdendo a casa onde morou a vida toda com a finada esposa Ellie. Após um problema ocorrido no bairro, Carl vira uma ameaça e é obrigado a ser internado; contudo, para que isso não aconteça, ele resolve fugir colocando balões em sua casa com o objetivo de fazê-la voar.

Uma das curiosidades envolvendo o filme é que uma réplica da casa de Carl e Ellie foi construída em Utah, nos Estados Unidos, custando o valor de 400 mil dólares.

7. Shrek (2001)

Animação baseada no livro homônimo de William Steig, o ogro mais famoso do cinema conquistou crianças e adultos em todo o mundo. Shrek mora em um pântano e vê sua paz ser interrompida pela invasão dos personagens de contos de fada que foram expulsos de seus reinos. Sendo assim, ele precisa fazer um acordo com o Lorde Farquaad para retomar sua vida tranquila.

Foi o primeiro filme a ganhar o Oscar de Melhor Animação, categoria que só começou a ser premiada de forma exclusiva a partir de 2002.

6. Meu Malvado Favorito (2010)

Gru, após ver que a concorrência na vilania está forte, resolve arquitetar um plano para roubar a Lua. Conta com a ajuda dos graciosos Minions e do cientista Dr. Nefário para tentar realizar essa façanha. Só que o malvado Gru não esperava que no meio do caminho estariam as três órfãs Margo, Agnes e Edith.

Inúmeros produtos foram criados após o filme, como camisetas, ursinhos de pelúcia, brinquedos e até mesmo jogos. Os pequenos Minions são, até hoje, um símbolo quando se menciona essa animação, e ganharam até um filme próprio em 2015.

5. Monstros S.A. (2001)

O filme narra as aventuras de Sully e Mike, os melhores assustadores de crianças da empresa Monstros S/A, localizada em uma realidade paralela. Entretanto, uma menininha apelidada de Boo acaba entrando nesse universo de monstros, e é aí que começam os problemas da dupla heroica.

Foi realizado um crossover bem interessante nos quadrinhos sobre o filme, contando com a participação do menino Sid, de Toy Story.

4. Procurando Nemo (2003)

Quando o pequeno peixe-palhaço Nemo se perde da turma da escola e acaba sendo resgatado por mergulhadores marinhos, seu pai resolve fazer uma busca incessante para encontrar seu filho, tendo a companhia da adorável, desmemoriada e fluente em baleiês Dory.

No Brasil, esse longa-metragem alcançou a incrível marca de quase 5 milhões de espectadores. O spin-off, intitulado Procurando Dory, foi um dos termos mais procurados no Google no ano passado.

3. Frozen: Uma Aventura Congelante (2013)

Anna, em companhia de Kristoff e sua rena Sven, vai em busca de sua irmã Elsa, rainha cujos poderes mágicos acabaram condenando o reino de Arendelle a enfrentar um período de inverno sem término aparente.

A animação ostenta a incrível marca de mais de 1 bilhão de dólares em bilheteria, se tornando o filme do gênero mais visto nos cinemas.

2. Toy Story (1995)

Esse filme foi um marco na história do cinema, da Pixar e, consequentemente, na vida do visionário Steve Jobs, um dos criadores do estúdio. A história se passa entre os brinquedos do garoto Andy que, ao ganhar de aniversário o tripulante espacial Buzz Lightyear, deixa os demais brinquedos preocupados, principalmente o Xerife Woody.

Os outros dois filmes da franquia, lançados em 1999 e 2010, também obtiveram muito sucesso, com enredos comoventes que envolvem amizade e respeito.

1. O Rei Leão (1994)

Simba é apresentado para todos da selva como o herdeiro do leão Mufasa, entretanto, seu tio Scar tenta de todas as formas arruinar a felicidade que existe no reino, afastando o pequeno Simba de sua família. Acompanhado de Timão e Pumba, Simba cresce e percebe que precisa retomar o lugar que é seu por direito.

Entre os muitos prêmios conquistados pelo filme, estão o de Melhor Trilha Sonora e o de Melhor Canção Original. Composta por Elton John e Tim Rice, a canção Can You Feel the Love Tonight continua fazendo sucesso até hoje.

Recentemente, a Disney anunciou que fará uma versão live action desse grande clássico do cinema, prevista para chegar às telonas em junho de 2019.

Como dissemos, fazer uma lista dos melhores filmes é uma escolha subjetiva e, para não deixar de citar, fica aqui uma menção honrosa para A Bela e a Fera, A Viagem de Chihiro, Wall-E, Como Treinar o Seu Dragão, Pinóquio, Os Incríveis, Valente, A Era do Gelo, Fantasia e Madagascar, pois também merecem aplausos pela qualidade que apresentam.

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