Fotografia

Arquivos RAWs, vantagens, desvantagens e dicas de uso

Raw, ou traduzindo ao português “cru”, é o nome genérico para arquivos de imagens digitais que contém a totalidade de informações da imagem captadas pelo sensor, e que contém o mínimo de pós processamento em câmera.

O objetivo deste tipo de arquivo é preservar o máximo de qualidade da imagem que o sensor de uma câmera possa capturar ao transformar essas informações a um arquivo digital. Estes arquivos geralmente não possuem compressão com perda de informação, ou quando possuem são perdas mínimas.

Esse arquivo funciona semelhante a um negativo fotográfico, que retêm as informações registradas. Porém, esse arquivo ainda não está pronto para exibição, pois necessita de uma revelação, onde será escolhido quais informações deste arquivo serão utilizadas ao converter para o formato final utilizado em uma mídia.

Raw -> Revelação -> Positivo

Por exemplo, no caso de uma foto RAW que será exibida na internet, essa imagem será “revelada” em algum software como o Adobe Camera Raw ou Lightroom, e convertida para o formato JPG 8bits com o espaço de cor sRGB, ao fazer isso será delimitado quais informações serão utilizadas e como.

Adobe Camera Raw
Revelação no ACR com destaque a exportação em sRGB 8bits

Em vídeo é muito semelhante, se fosse publicar no Youtube, por exemplo você poderia utilizar o vídeo em RAW e trata-lo dentro de softwares como o DaVinci Resolve e posteriormente exportar para um vídeo 8bits h264 com espaço de cor REC 709.

Ajuste RAW no DaVinci
Painel de revelação RAW no DaVinci Resolve

A grande vantagem do arquivo RAW é a capacidade de retenção de dados, e com isso uma maior flexibilidade no tratamento, podem realizar reparos muito mais abrangentes do que com arquivos já comprimidos.

Porém sua grande desvantagem é o peso do arquivo, por geralmente não sofrer compressões ele irá ocupar muito mais espaço que um arquivo comum, além da necessidade de computadores com mais desempenho durante a sua revelação.

Para fotografia essa desvantagem pode não ser muito relevante, mas em vídeos é um impacto muito grande, alguns formatos podem chegar a mais de 500mb por segundo de vídeo. Por isso, para vídeos é comum encontrar formatos com leve compressão, mesmo se tratando de RAW, como é o caso do codec Braw disponível em câmeras da BlackMagic.

Tabela Braw
Taxa de Compressão Braw vs bit-rate

Porém, mesmo com essas compressões ainda temos a flexibilidade de tratamento dos arquivos RAW e um arquivo muito superior aos tradicionais comprimidos por câmeras DSLR e Mirrorless. Então, em produções de menor orçamento, opte por um RAW comprimido, além disso, para facilitar a edição utilize sistema de Proxy, que permite a edição de arquivos pesados, mesmo em computadores modestos.

Lente para fotografia: como escolher a ideal?

A fotografia é uma arte que costuma despertar muito interesse nas pessoas. E, sendo você um fotógrafo profissional ou apenas um curioso sobre o tema, conhecer os tipos de lente para fotografia faz muita diferença na qualidade do seu trabalho.

Existem diversas opções no mercado, que variam de acordo com especificações técnicas adequadas a cada assunto que se desejar fotografar. Confira nossas dicas e escolha as lentes ideais para seu kit!

Quais os principais tipos de lente para fotografia?

Os fatores técnicos são inegavelmente importantes, visto que, depois do olhar do fotógrafo, possuem grande influência sobre o resultado final. As características que mais diferenciam os objetivos são distância focal e abertura do diafragma.

A distância focal é a medida que define o campo visual de uma lente. As lentes são fixas quando apresentam um único valor, e zoom quando compreendem intervalos.

Já o diafragma, representado por f, define a abertura da lente, o que controla a quantidade de luz que é admitida, chegando ao sensor.

Grande-angulares

Essas lentes possuem distância focal pequena, de 14 a 35 mm, o que resulta num ângulo de visão amplo. São ideais para fotografar grandes grupos de pessoas, paisagens, ambientes internos ou fachadas arquitetônicas.

Há ainda as supergrande-angulares, menores do que 14 mm, ideais para fotografar lugares muito grandes, dos quais o fotógrafo não consegue estabelecer suficiente distância física. No entanto, podem causar deformações na imagem.

Normais

As objetivas consideradas normais têm comprimento focal próximo a 50 mm, com um campo de visão semelhante ao do olho humano e estão presentes na maioria das câmeras compactas e dos smartphones.

Por ser bastante versátil e funcionar bem para qualquer tipo de fotografia, é uma lente indispensável para ter em seu kit.

Telefotos

São as lentes intermediárias, compreendendo distâncias focais entre 70 e 135 mm. Permitem um ângulo mais fechado, porém sem causar distorções. São ótimas para retratos.

Teleobjetivas

Compreendem o intervalo de 140 a 400 mm e são especializadas em capturar assuntos mais distantes do fotógrafo, com excelente nitidez.

Superteleobjetivas

Essas lentes têm características semelhantes às dos telescópios — os ângulos são extremamente fechados, acima de 400 mm. São indicadas para fotografar astronomia, animais hostis, além de serem as preferidas dos paparazzi para fazer registros de celebridades. Exigem estabilização com um tripé.

React - Trabalhando com Arquitetura Flux
Curso de React - Trabalhando com Arquitetura Flux
CONHEÇA O CURSO

Lentes claras x escuras

As lentes claras são chamadas também de rápidas, têm abertura de diafragma com valores máximos de f/1.4 até f/2.8 e são excelentes para ambientes de baixa luminosidade. As imagens registradas com estas aberturas possuem profundidade de campo muito curta, deixando os planos fora de evidência muito desfocados.

As aberturas consideradas escuras são acima de f/5.6, ideais para atingir grandes profundidades de campo, captando muito mais do ambiente na foto. É necessária uma boa luminosidade ambiente.

As lentes claras costumam ser as preferidas, pois são versáteis, podendo tornar-se escuras apenas com o fechamento do diafragma.

Qual a melhor lente para retratos?

Um dos principais propósitos do fotógrafo, em retratos de pessoas, é produzir imagens sem causar distorções nos rostos dos modelos. Para isso, as lentes mais indicadas são as normais ou telefoto claras, que permitem efeitos de desfoque e boa luminosidade à imagem, mesmo em situações críticas.

Qual lente é mais indicada para paisagens?

A fotografia de paisagens implica a inclusão de muitas informações numa só imagem. Portanto, as objetivas que proporcionarão excelente qualidade e ampla visibilidade são as grande-angulares ou supergrande-angulares.

Igualmente, as lentes claras são mais versáteis, bastando controlar cuidadosamente a abertura do diafragma para obter a exposição desejada.

Também é indicado o uso do tripé em fotos de paisagens, especialmente quando feitas à noite, em contraluz ou quando se deseja obter vários registros do mesmo ângulo, alterando-se as características da captura.

Escolher uma lente para a sua câmera é uma tarefa decisiva, pois é a parte mais importante do equipamento. Normalmente, peças com bom acabamento custam mais, porém o investimento compensa.

Caso permaneçam dúvidas, confira o site Photozone: lá você encontra informações técnicas, diversas análises de nitidez, profundidade de campo, bukeh e custo-benefício. Assim, poderá comparar entre diversas marcas e modelos para fazer a melhor escolha.

Gostou do nosso conteúdo? Para aprender mais sobre técnicas de fotografia, seja profissionalmente ou por diversão, inscreva-se em nosso curso!

Fotografia para e-commerce: 10 dicas para você produzir boas imagens

Nos últimos anos, no Brasil, houve um aumento substancial na quantidade de lojas virtuais, especialmente devido aos tempos de crise. A popularização das redes sociais facilitou ainda mais a divulgação. Mas para atrair os consumidores e realizar vendas, é preciso expor os produtos da melhor maneira possível: é aí que entra a especialidade de fotografia para e-commerce.

As fotos precisam combinar com o produto, além de serem esteticamente atrativas. Se for um produto tecnológico, por exemplo, a imagem pode ser bem clara e limpa; caso sejam roupas, pode optar por texturas de fundo mais rústicas ou aconchegantes, por exemplo.

Se você já tem compradores fidelizados e gostaria de ampliar o seu negócio, ou se deseja começar o seu próprio empreendimento, confira estas 10 dicas de fotografia para arrasar nas vendas!

1. Comece com uma boa câmera

Caso o seu orçamento permita, o mais indicado é utilizar uma câmera profissional, do tipo Digital Single Lens Reflex (DSLR) ou Miroless profissionais ou semi-profissionais. Apesar do custo mais elevado, é nelas que encontramos os maiores benefícios, pois fornecem domínio completo da exposição fotográfica permitindo maior controle criativo.

Uma alternativa às câmeras profissionais é a própria câmera dos smartphones que, a cada ano, se tornam mais avançadas em resolução e opções de configuração. Além disso, se a sua loja virtual é utiliza as redes sociais — como o Facebook — há uma série de aplicativos para smartphones e tablets que garantem a qualidade da produção.

2. Prepare o ambiente

São necessários certos cuidados com o local onde as fotos serão feitas. Dentro de casa ou em um estúdio, limpe bem as superfícies e mantenha o local sem circulação de pessoas. Se as fotos serão feitas ao ar livre, além da limpeza do local, verifique se existem pessoas, animais ou outros elementos que possam interferir.

É possível montar miniestúdios fotográficos com caixas e apoios cobertos com tecidos ou papéis de cor branca, preferencialmente sem divisões visuais. Essas condições simulam o fundo infinito, que explicaremos mais à frente.

Procure armazenar bem os seus produtos enquanto não são fotografados, para que não ocorram quedas, manchas ou sujeiras.

3. Atente-se para a iluminação

Uma ótima opção é o uso de luz natural, por ser extremamente rica e a que melhor reproduz as cores nas fotografias. Mas, se os dias estiverem nublados, ou se o local utilizado não receber iluminação natural suficiente, não se preocupe! Você pode fazer excelentes imagens usando luz artificial.

Nesse caso, é preciso que você consiga duas ou três boas fontes de luz branca, de preferência na temperatura de cor branca neutra, 6500k, para que se aproxime o máximo possível da luz do sol e que possuam um bom índice IRC. Posicione essas fontes nas duas diagonais frontais ao objeto, para evitar a formação de sombras indesejadas.

Evite usar o flash da câmera: ele produz sombras muito acentuadas. Na maioria dos produtos, essa dramaticidade na iluminação é indesejada, no entanto, depende do efeito que você deseja criar.

4. Utilize boa resolução

Uma boa resolução nas fotos é importante, porque impede que os detalhes dos seus produtos se percam, especialmente quando o consumidor ativar a função zoom nas imagens.

Além disso, normalmente, os aplicativos de redes sociais ou de comunicação depreciam levemente a resolução da imagem, por isso esse é mais um cuidado para garantir a qualidade das suas postagens.

5. Mantenha a estabilidade do equipamento

Quando se trata de fotos comerciais, é importante que as imagens atinjam o maior nível de perfeição possível. Desse modo, para evitar que as fotos saiam com borrões e para garantir que os cliques sejam feitos a partir dos mesmos ângulos exatos, utilize um tripé ou outra superfície plana fixa para apoiar a câmera.

Para minimizar ainda mais os movimentos ou vibrações do equipamento, pode usar a função timer da câmera ou acionar o clique via controle remoto.

No caso de smartphones e tablets, procure apoiá-los em superfícies e objetos de boa estabilidade, para evitar escorregões e quedas dos equipamentos.

6. Use vários tipos de fundo

O mais utilizado para produtos é o chamado fundo infinito. Geralmente é de cor branca, mas também pode ser feito com cinza ou preto. É o tipo de fundo ideal para se ter no kit, além de ser mais simples de compor permite o foco exclusivo no objeto fotografado e nos seus detalhes, oferecendo uma melhor compreensão das suas texturas e cores.

Também é interessante utilizar outros cenários, que devem ir de acordo com a função do produto exibido, para levar aquele objeto à realidade do consumidor. Os exemplos são muitos: para utensílios tecnológicos, por exemplo, é interessante que o produto esteja em conjunto com um posto de trabalho ou em um ambiente no qual poderá ser utilizado.

No caso de roupas e acessórios pessoais, é interessante fotografar os objetos sobre superfícies estofadas, tapetes, em fundos amadeirados ou em conjunto com acessórios que sirvam para finalidades parecidas.

7. Fotografe os detalhes

Utilize a função zoom óptico e diminua a profundidade de campo da imagem para fotografar detalhes de dimensões reduzidas. Em câmeras DSLR, essa configuração é representada geralmente por uma tulipa, que otimiza a qualidade de objetos fotografados a curtas distâncias, destacando o primeiro plano e borrando o segundo plano.

Essa opção parece uma simulação: é como se o próprio consumidor estivesse observando de perto o produto em questão e traz ótimo resultados para fotografia para e-commerce.

8. Elabore um padrão

O seu padrão de fotografias deve incluir, além dos ângulos básicos como os frontais, os laterais e os posteriores, as imagens do interior dos produtos e outros ângulos interessantes que mostrem os detalhes aos clientes. É interessante também investir na humanização, ou seja, demonstrar pessoas utilizando os produtos — desde que o foco seja o produto, e não os modelos.

Caso ainda esteja no início, você pode trabalhar com um total de 5 a 6 fotos por produto: por exemplo, de 1 a 3 imagens de fundo infinito e mais 2 ou 3 em cenários variados.

Padronizar os tamanhos das fotos é muito importante, pois permite que o seu site ou rede social fique visualmente mais compreensível e fácil de manusear.

9. Seja criativo

O uso intenso das redes sociais, atualmente, permite uma variação incrível nas formas de exibir os produtos. Portanto, use esses recursos com inteligência: faça vídeos demonstrando o uso, animações que demonstrem as várias cores disponíveis, defina temas, abuse dos belos cenários da região onde você mora.

Sempre varie a estratégia: a sua loja terá o tempo todo um ar de inovação. Crie hashtags, uma localização, ainda que virtual, para o seu negócio, além de uma identidade visual característica.

10. Invista na pós-produção

É uma das partes mais importantes da fotografia para e-commerce. Seja por meio de softwares específicos para edição de imagens — como o Lightroom ou o Photoshop — ou com aplicativos de tablets e smartphones. O tratamento final de imagem serve para ajustar as fotos em certos detalhes que a câmera não foi capaz de captar, como variações de cor ou luz.

Atenção: evite usar os filtros automáticos desses programas ou aplicativos, afinal, quase sempre o seu público vai perceber a existência deles na imagem e isso pode prejudicar muito a credibilidade da sua loja.

Caso você não seja familiarizado com esse tipo de programa, existem diversos cursos que podem ajudar você a desenvolver melhor habilidades nessa área. Além disso, existem várias empresas especializadas em tratamento de imagens para e-commerce, que podem desempenhar essa função de acordo com o que você precisa.

Fotografia é, acima de tudo, uma questão de treinamento. Conforme você encontra o seu modo preferido de trabalhar e os ângulos e cenários que mais valorizam o seu produto, a atividade torna-se cada vez mais fácil e prazerosa.

Aproveite estas dicas para incrementar ainda mais a sua loja ou para pôr em prática o desejo de começar o seu próprio negócio. Se quiser aprender ainda mais sobre fotografia digital assista o curso completo no nosso portal.

Go Básico
Curso de Go Básico
CONHEÇA O CURSO

Caso a fotografia para e-commerce seja uma das muitas formas de manifestar a sua paixão pelas fotos, leita o seguinte texto sobre 6 fotógrafos de sucesso que você deveria conhecer, cujos trabalhos nacionais e internacionais vão te inspirar ainda mais a despertar sensações por meio das fotografias!

Qual a diferença entre o Lightroom e o Photoshop? E qual escolher?

Se você é um iniciante na carreira de fotografia, design ou de produção audiovisual, sabe que é imprescindível escolher bons programas de edição para elevar seus trabalhos ao melhor potencial. Para ajudar você nessa escolha, selecionamos dois dos softwares mais usados pelos profissionais da área: Lightroom e Photoshop.

Antes de acreditar que um ou outro é mais eficiente, entender as principais semelhanças e diferenças entre os dois é o melhor caminho para optar pelo que terá melhor desempenho no tipo de edição que você deseja realizar.

É muito natural que surjam dúvidas na hora de escolher. Pronto para tirar todas elas? Então acompanhe este post!

O que são Lightroom e Photoshop?

Apesar de semelhantes, os softwares evoluíram de forma bastante diferente na gama de funcionalidades e no modo como são utilizados. Mesmo assim, optar por um deles não significa rejeitar completamente o outro. Ao contrário: eles podem e devem ser utilizados em conjunto, afinal, tudo depende do que você pretende realizar.

Photoshop

É o software mais utilizado no mundo para edição de imagens. Foi inicialmente criado em 1990, para manipulações simples. Desde então, tem crescido e ganhado um número de funcionalidades ilimitado, tanto por meio das próprias atualizações de programa feitas pela Adobe quanto pela adição de plugins disponibilizados aos usuários.

Praticamente um laboratório, com o Photoshop é possível fazer qualquer coisa: recortes, efeitos, montagens, fusões… Sua gama de comandos é tão ampla que é quase impossível uma única pessoa conhecer todas as possibilidades. O programa permite edições em múltiplas camadas, memoriza caminhos inteiros de alterações e, a cada liberação, traz ferramentas cada vez mais úteis.

Suas desvantagens principais são a ausência de funções de gerenciamento de arquivos, a relativa dificuldade de aprendizagem (que requer muita prática) e não ter internamente a edição de arquivos RAW — para tratá-los é necessário abri-los usando a extensão ACR (Adobe Camera RAW).

Quando bem realizadas, sabemos que as modificações feitas no Photoshop têm um alto nível de realidade. No entanto, devido à sua enorme popularização, o software não é utilizado apenas por profissionais ou por pessoas com boas habilidades de edição. Isso gera as tão conhecidas deformações, que denunciam a manipulação da imagem.

Lightroom

Construído como um subgrupo de funções complementares ao Photoshop, o Lightroom é ao mesmo tempo editor e gerenciador de imagens, frequentemente usado para manipulação em grande quantidade de arquivos. É capaz de ler automaticamente e gerar um catálogo de dados com as informações das fotos importadas — como tipo de câmera, ISO, velocidade do obturador, abertura etc.

O Lightroom tem como vantagens principais tudo aquilo que o Photoshop não possui: é mais acessível na aprendizagem, trabalha com arquivos RAW, permite marcar e classificar fotos (e vídeos, nas versões mais recentes) etc. Tudo isso torna muito mais práticas as tarefas como tratar fotos com os mesmos efeitos e escolher as melhores dentre centenas. Assim, você otimiza seu tempo e sua forma de trabalhar.

Em uma das atualizações mais recentes, podemos ver que dentro do pacote de softwares criativos há dois ícones para o Lightroom. Um deles ficou com a denominação de Lightroom CC e o outro, Lightroom Classic CC. O Classic CC é o novo nome do software que já conhecemos, com algumas alterações na importação e na transição entre fotos, que tornaram seu desempenho muito mais rápido.

A principal diferença é que o novo CC é uma versão mais simplificada. Criada para usuários que têm a fotografia como hobby, inicialmente foi pensada para smartphones e tablets, mas agora também tem versão para desktop. Ele é ainda mais fácil de aprender e agrupa as ferramentas e as imagens de forma mais intuitiva.

As desvantagens do Lightroom é que ele não possui uma gama de comandos tão ampla, não realiza edição em camadas e é voltado para o tratamento específico de fotografias.

Quais são as semelhanças entre eles?

Se você já reparou nos nomes completos dos programas — Adobe Photoshop e Adobe Photoshop Lightroom —, percebeu que ambos são desenvolvidos pela Adobe e fazem parte de uma série de softwares que, juntos, formam a Creative Cloud. Nasceram com o objetivo principal de edição de imagens e aceitam trabalhar os mesmos formatos (JPEG, TIFF, PNG, RAW).

Tanto no Photoshop quanto no Lightroom, é possível encontrar desde as ferramentas mais básicas, como efeitos automáticos — por exemplo, preto e branco ou sépia — até comandos avançados, que modificam saturação, corrigem distorções, ajustam exposição e alteram curvas.

Em ambos, é necessário exportar as fotos após o tratamento para formatos que possam ser impressos ou publicados, como JPEG, TIFF, PNG e outros.

Quais são as diferenças?

Entre as principais diferenças temos que, no Photoshop, as alterações feitas interferem em definitivo e diretamente sobre os pixels da imagem original — o que comumente chamamos de edição destrutiva. Para evitá-la, é necessário um procedimento um pouco trabalhoso: primeiramente é preciso salvar a imagem editada em um formato interno do Photoshop (PSD), que armazena todas as alterações, e só então exportar para formatos compartilháveis.

Assim, o profissional é obrigado a manter três arquivos diferentes: o original, o PSD e o compartilhável. Esse processo gera conjuntos extensos de informações, exclusivos para cada imagem, e que, consequentemente, são pesados e ocupam muito espaço no HD do seu computador.

Já o Lightroom trabalha de forma diferente: não age diretamente sobre os pixels das fotos, mas cria bancos de dados dentro do próprio programa, que codificam as informações de como as imagens devem ser processadas no momento da exportação. Assim, os arquivos originais são mantidos intactos.

Mesmo operando dessa forma, o Lightroom não ocupa um espaço excessivo no HD do seu computador (mais uma vantagem). Outra divergência é que as ferramentas do Lightroom que permitem sinalizar e classificar as imagens não estão presentes no Photoshop, pois esse último não mantém catálogos das imagens importadas.

Qual é mais indicado para a minha profissão?

O Lightroom é mais específico para fotógrafos, por profissão ou por hobby, que desejam e necessitam processar grandes lotes de suas fotografias. Ele lida com o ciclo inteiro, desde a importação das fotos a partir do cartão de memória da câmera até a edição e a impressão. Outra vantagem é a possibilidade de organizar as imagens em apresentações de diversos tipos, como slides ou livros.

Mesmo assim, após a classificação e a escolha das fotos favoritas, antes da impressão definitiva, edições complementares sobre as fotos podem ser realizadas no Photoshop.

Já para profissionais de outras áreas criativas — como publicidade, marketing, arquitetura, design e arte —, o Photoshop é mais indicado. Ele possui funcionalidades imbatíveis, que nenhum outro software consegue equiparar, possibilitando edições mais profundas e eficientes para atingir seu objetivo final.

Qual devo comprar?

Em épocas anteriores, o Photoshop aparecia em pesquisas como preferência absoluta no uso, mas nos últimos anos o Lightroom teve um crescimento surpreendente quando comparado ao seu “irmão” e a outros softwares existentes no mercado. Isso porque a Adobe tem se empenhado em diversas melhorias para o programa, mesmo em suas versões mais básicas.

Em suma, para você escolher melhor, defina com clareza seus objetivos. Se você é fotógrafo amador ou profissional e deseja uma ferramenta que permita editar intuitivamente, organizar e que permita compartilhamento fácil em redes sociais, o Lightroom deve ser sua melhor aposta.

Entretanto, se quer um programa que propicie alterações de imagem mais amplas e detalhadas, e não tem necessidade de trabalhar com grandes quantidades de arquivos, o Photoshop certamente o atenderá da melhor forma.

O mais provável é que, mais cedo ou mais tarde, devido à complementaridade dos programas entre si, você acabará por adquirir os dois. A Adobe facilitou isso ao lançar a Creative Cloud, em que é possível pagar um valor mensal pelo uso dos produtos, mas, caso prefira, pode adquiri-los separadamente.

Entendeu tudo o que precisava para usar e escolher entre Lightroom e Photoshop? Que tal aprender a trabalhar com as duas ferrametas!? Clique aqui e conheça nossos cursos!