Cinco livros obrigatórios para estudantes de cinema

Quem acompanha os cursos de Cinema e Audiovisual do TreinaWeb sabe bem que nossos professores, além de fornecerem o suporte técnico dos softwares e ferramentas, estão sempre recomendando livros para que nossos alunos possam também aprofundar seus estudos na teoria. Hoje, trouxemos então uma seleção de alguns desses livros para quem está iniciando carreira no audiovisual ou quer reciclar alguns conceitos e ideias da área.

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Os Cinco Cs da Cinematografia

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Escrito por Joseph V. Mascelli, este livro é o primeiro passo ideal para iniciar seus estudos em Cinema. Com uma abordagem técnica e de fácil compreensão, o autor conceitua os principais termos recorrentes no cotidiano de quem trabalha com audiovisual, em uma narrativa leve e didática.

Este livro não pretende ser um meio para um fim, mas um começo. Meu objetivo é fazer que você se torne ciente das muitas facetas da produção de um filme. Assim, poderá analisar qualquer situação e optar pelos melhores procedimentos para a filmagem que tem em mãos. Espero ajudá-lo a pensar na produção de filmes cinematográficos profissionalmente. (Mascelli)

Em quase 300 páginas, Mascelli apresenta tópicos como: cena, plano e sequência; câmera: tipos de ângulo; tamanho do objeto, ângulo do objeto e altura da câmera; tempo e espaço cinematográfico; filmando a ação; técnicas de filmagem; continuidade direcional; direção da imagem; unindo tempo e espaço; recursos de transição visual e sonora; tipos de edição; requisitos da edição; e ainda um capítulo inteiramente dedicado apenas aos closes e outro a composição. E o autor fez questão de ilustrar seus exemplos com mais de 500 imagens de clássicos do cinema – que já ficam de sugestão para aumentar o seu repertório de filmes.

Este é o sexto volume da coleção “Biblioteca Fundamental de Cinema” da Summus Editoral, que conta com livros como O Grande Filme, Diário de Bollywood, Criação de Curta-Metragem em Vídeo Digital, Da Criação ao Roteiro e Vocês Ainda Não Ouviram Nada. Aqui você pode conferir as primeiras páginas do livro.

A Arte do Cinema – Uma Introdução

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Para fazer Cinema, é preciso pensar o Cinema – e foi essa a proposta de David Bordwell e Kristin Thompson em A Arte do Cinema – Uma Introdução. A obra, recorrentemente citada em trabalhos acadêmicos, apresenta uma linearidade singular ao passar por todas as etapas da produção um filme – da pré-produção a distribuição.

Seus principais tópicos são: o cinema como arte: criatividade, tecnologia e negócios; a importância da forma fílmica; a narrativa como sistema formal; o plano: mise-en-scène; o plano: cinematografia; a relação de um plano com o outro: a montagem; resumo: o estilo como sistema formal; gêneros cinematográficos; documentários, filmes experimentais e animações; crítica cinematográfica: exemplos de análises; arte e história do cinema. Você pode conferir o sumário completo do livro aqui.

A Arte do Cinema marcou de modo duradouro os estudos de cinema. Suas contínuas reedições e traduções fizeram essa influência perdurar. A obra impressiona pela extensão da formação cinéfila de seus autores, sustentando a exposição a partir de ampla diversidade de exemplos ilustrados. Trata-se de obra que consegue nos falar da arte do cinema como todo orgânico, exposta através de uma espécie de propedêutica do olhar. (Fernão Pessoa Ramos)

David Bordwell é autor também do excelente Sobre a História do Estilo Cinematográfico – que é totalmente focado na estilística fílmica.

Num Piscar de Olhos

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Vencedor do Oscar de Melhor Edição por O Paciente Inglês e Melhor Mixagem de Som pelos filmes Apocalypse Now e O Paciente Inglês, Walter Murch – que também trabalhou em O Poderoso Chefão (Partes 2 e 3) e em Ghost – traz aqui uma obra voltada à montagem (edição) no cinema.

O autor nos apresenta um pouco do que foi trabalhar na montagem de grandes filmes, além de analisar a relação existente entre cortes, estabelecer um paralelo entre filmes e sonhos e propor a relação entre o estado de espírito do espectador e a frequência com que ele pisca os olhos. Seu texto, preparado inicialmente como uma palestra, é de fácil leitura e traz dicas práticas para os que pretendem trabalhar na montagem/edição de vídeos.

Um guia extremamente lúcido da arte de editar filmes – na minha opinião, o coração da arte cinematográfica. A percepção que Walter Murch tem do assunto é impressionante, e o livro é leitura obrigatória para todos que desejam entender o processo de feitura de filmes. (George Lucas)

O título do livro vem de uma técnica de Murch, que estabelece os cortes de seus filmes a partir das piscadas de olhos dos atores em cena. Confira:

Story

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Robert McKee é professor de escrita criativa e um “guru” do roteiro. Em Story, ele vai além de um manual pronto, ou uma apostila, para ensinar a escrever um bom roteiro. Empregando exemplo de mais de cem filmes, McKee disseca cenas clássicas, e nos ajuda a entender como uma cena funciona e por que ela funciona.

Em 430 páginas, McKee escreve de forma tão fluida que o conteúdo parece diluído em sua narrativa, tornando fácil a leitura até mesmo da conceituação das nomenclaturas do roteiro. O autor cita como exemplo inúmeros filmes, dos clássicos em preto e branco aos mais populares, fazendo com que mesmo quem não tenha grande conhecimento da arte cinematográfica consiga captar suas principais ideias.

Confira uma entrevista de Robert McKee:

A Linguagem Secreta do Cinema

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Por fim, o livro Jean-Claude Carrière – um dos maiores roteiristas europeus – é o mais teórico da lista. Suas quase 200 páginas trazem reflexões acerca das linguagens que o cinema criou e se apropriou ao longo dos anos e avalia os usos que cineastas fizeram de inovações como cor e som. A filmografia aqui exemplificada é de um maior “requinte” – Orson Welles, Federico Fellini, Jean-Luc Godard, Luis Buñuel e Federico Fellini -, diretores de filmografias obrigatórias para qualquer estudante de cinema.

Apesar da abordagem principalmente teórica, as reflexões que Carrière traz auxiliam o processo prático da pré-produção de um filme. Não podemos esquecer que um filme não se faz apenas por câmeras e softwares de edição.

Essa riqueza de invenção que o cinema conhece desde os seus primórdios, essas expansão aparentemente ilimitada dos instrumentos da linguagem, gera, com frequência, um tipo de intoxicação que, mais uma vez, nos leva a confundir técnica e pensamento, técnica e conhecimento. (Carrière)

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Estudante de Cinema, trabalha com produção e edição de vídeos.