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O que mudou do áudio analógico para o digital?

Em outro artigo Mas afinal, o que é som? apresentei a explicação que é o efeito produzido pelas vibrações das moléculas de um meio transmissor. Pois bem, durante o decorrer do tempo muitas tecnologias foram criadas e experimentadas com a finalidade de captar e reproduzir o som. Inicialmente, esses sistemas funcionavam apenas mecanicamente, ou seja, por meio da escrita e leitura dessas vibrações.

Talvez você já tenha tido a oportunidade de ver um disco de vinil pessoalmente. Já reparou que ele é constituído por diversas perfurações? Essas perfurações são os registros das vibrações. Quando a agulha de uma vitrola passar por elas irá vibrar e teremos uma conversão mecânica. Dessa forma, mesmo que a vitrola não esteja ligada em caixas ou amplificadores, será perfeitamente possível ouvir, mesmo que com pouco volume, o conjunto dessas vibrações propagadas no ar.

Os experimentos com a gravação e reprodução do som começaram muito antes de conhecermos o vinil, que é do final de 1940, já que em 1877 Thomas Edison apresentava ao mundo o Fonógrafo. Logo após vieram outras tecnologias similares, como o Gramophone de Emile Berliner. Na década de 60 temos também o surgimento da fita K7, lançada pela empresa Holandesa Philips que utiliza um sistema de fitas magnéticas. Nesse rolo de fita há milhões de pequenos ímãs que formam um campo magnético. As informações gravadas nessa camada magnética são transformadas em sinais elétricos por um sensor que realiza a leitura das regiões magnetizadas e levam esses sinais para o alto falante.

Com o advento da tecnologia digital muitos desses sistemas caíram em desuso, principalmente com o aparecimento na década de 80 do CD (Compact Disc), também pela empresa Philips. É a partir desse momento que o sistema digital entra no mercado com força total! Se antes no sistema analógico tínhamos a transmissão do próprio sinal de áudio, no sistema digital essa transmissão é feita por códigos binários, que são combinações numéricas compostas por números 0 e 1.
No sistema digital não temos mais o som contínuo, como era no sistema analógico, e passamos a trabalhar com amostras. Nesse sentido, o som primeiramente precisa ser convertido para eletricidade e posteriormente para dígitos. Essa primeira etapa é chamada de conversão Analógico para Digital (A/D). A segunda etapa consiste em converter o sinal digital para impulsos elétricos para que o som possa ser reproduzido, por exemplo, por um alto-falante. Essa etapa é chamada de conversão Digital para Analógico (D/A). O responsável por realizar essa tradução é conversor A/D D/A.
Veja a imagem abaixo que demonstra esse caminho percorrido pelo som.

Em outro artigo continuarei a explicação de dois parâmetros configuráveis que surgiram com o advento do áudio digital que são o Sample Rate e Bit Depth.