5 Dicas para criar Sound Design

No artigo anterior falei sobre a função do sound designer e nesse darei 5 dicas para que você crie sons mais criativos!

Dica 1 – Leitura do Roteiro:
A leitura do roteiro te proporciona umas das primeiras e mais singulares experiências com alguma obra, pois ao ler e interpretar é natural que você forme sons e imagens na sua cabeça, mas aí é que está a grande questão. Essa formação é subjetiva, única, somente sua! O que você pensou, de algum modo, será diferente de outra pessoa que tenha lido o mesmo roteiro. Quer ver um exemplo? Se eu falar, pense em um som sobrenatural, certamente a minha referência não é a mesma que a sua!

Dica 2 – Anote todas as ideias:
Ande com um papel e caneta ou se preferir dispositivos portáteis que te permitam registrar ideias.
Nós nunca sabemos quando de repente pode vir um “insight” incrível. Não percam esses momentos!
Anote tudo que estiver pensando. Não existe ideia ruim, existem idéias que funcionam em determinadas situações e outras que não.

Dica 3 – Experiência visual:
Depois que temos contato, por exemplo, com o material montado (editado), nossa percepção será induzida e alterada pela sequência do que vemos e ouvimos, por mais que os sons nesse momento ainda não estejam finalizados. A questão é que essa nova experiência te trará novas ideias! Muitas vezes, algo que você pensou ao ler o roteiro não está presente na edição, mas pode ser que ainda assim faça sentido inserir. Pode ser também que ao ler o roteiro você não pensou em algo, que ao assistir o material editado venha à tona. Logo, aproveite cada momento separadamente e aberto às possibilidades.

Dica 4 – Converse com o diretor(a):
Além de ter anotado suas ideias à partir das experiências vistas acima, é importante conversar com o(a) diretor(a) para passar a sua visão, e além disso, obter informações que muitas vezes não estão presentes nem no roteiro e nem no material editado, mas que podem ser relevantes e construídas sonoramente.

Dica 5 – Referências:
Depois de ter concluído essas 4 etapas, é natural que haja um desenho de som em mente, é nesse ponto que entram as referências, que nos ajudam enquanto sound designers entender a proposta do diretor e enquanto construtores de narrativas sonoras, propor possibilidades para a equipe. Lembram do primeiro exemplo que dei de pensar em um som sobrenatural? Pois então, pensar e falar é muito diferente de mostrar, ou nesse caso, ouvir. Pesquise, produza e se comunique.

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Airton Júnior

Professor de áudio no AvMakers, Airton iniciou os estudos de música aos 6 anos de idade. É formado pelo “Conservatório Musical Souza Lima” no Curso Dinâmico de Áudio e Bacharelado em Audiovisual pelo Senac. Como violonista já se apresentou em programas como o “Encontro com Fátima Bernardes” e do TEDx, além de canais do youtube de grande reconhecimento. Como produtor musical, operador de som e mixagem, atuou com diversos nomes muito importantes do cenário nacional.