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Como a equipe de pós produção em som é organizada?

Em produções maiores é comum dividirmos a equipe de pós-produção de som em 3 categorias, que são: diálogos, efeitos e música. Conheça cada uma...

mais de 2 anos atrás

Em produções maiores é comum dividirmos a equipe de pós-produção de som em 3 categorias, que são: diálogos, efeitos e música.

Dentro de cada uma dessas equipes é comum que existam novas distribuições de afazeres. É claro que isso vai variar muito conforme a complexidade do projeto, orçamento, entre outros fatores. Muitas vezes, acabamos fazendo diversos processos sozinhos, se não todos. Independentemente se há outros profissionais associados ou não, o entendimento desse organograma facilitará na organização.

A função dessa equipe é tornar a fala inteligível. O editor de diálogo, propriamente dito, é aquele(a) que irá ter contato com o material bruto e fará seu tratamento. Quando por alguma razão técnica não for possível utilizar nenhum take do som direto, esse áudio passará para o departamento de ADR, que significa (Automated Dialogue Replacement) substituição automatizada do diálogo, ou em outras palavras, dublagem. Nesse departamento, geralmente, há um supervisor, que dirigirá ou direcionará o ator para realizar a dublagem e o editor.

A equipe de efeito talvez seja a maior entre todas e pode ser subdivida em 4 categorias, já que o foley para alguns acaba sendo tratado isoladamente. Tratando esse grupo como tudo aquilo que não é diálogo e nem música, o foley acaba ficando dentro da categoria “efeitos”, mas independente de divisões, até porque como já foi explicado isso é apenas um exemplo de organização, já que muitas variantes podem acabar influenciando nisso, podemos entender da seguinte forma.

Foley: São os sons pós produzidos em sincronia com a imagem, resultantes da interação do personagem com o meio. Esse nome deu-se em homenagem ao seu idealizador Jack Foley. A prática de foley geralmente é dividida em três partes que são: sons de passos (steps), roupa (cloth) e objetos de cena (props). Uma dica para criar um bom foley é juntar diversas camadas sonoras para trazer, por exemplo, mais impacto, profundidade, etc. Nessa categoria é comum ter mais de um profissional atuando, como o artista de foley, o técnico de som, responsável pela gravação, e um editor, que será responsável por fazer os ajustes ajustes de sincronia e em alguns casos uma pré mixagem do material.

BG: O backgroud são os sons ambientes. Costuma ser contínuo e sem intervenções dos demais sons que vimos ou iremos ver.

Hard Effects: São os sons que NÃO são produzidos diretamente pelo homem, tais como máquinas, veículos, etc.

SFX: São sons que não remetem necessariamente a algo físico ou real. São produzidos pelo sound designer com base em manipulação digital. Talvez, entre todos os demais, seja o mais complexo de ser produzido, pois está diretamente ligado à subjetividade de quem o produz e escuta. Em motion graphics, é um dos elementos mais usados.

Na equipe de música, há essencialmente a figura do compositor e editor de música, porém como os demais setores vistos anteriormente, podem existir mudanças, por exemplo, em um grande projeto além do compositor, pode existir um arranjador, maestro, músicos, profissionais do estúdio de captação, entre outros.

Depois dos materiais terem sido trabalhados pelas três equipes (diálogos, efeitos e música), um outro profissional irá fazer a mixagem. É válido relembrar, que muitas vezes, dentro de cada área já pode existir uma pré mixagem, que irá facilitar parte do trabalho do mixador. Dentre suas obrigações principais temos:

1 - Ajustes de Volume 2 - Ajustes de Timbre 3 - Ajustes de Espacialidade 4 - Organização das “stems” ou camadas para dublagem em caso de versões internacionais 5 - Ajustes de distribuição para diversas mídias (internet, tv, cinema, etc).

Todas as áreas retratas até aqui podem estar ligadas diretamente ao sound designer, que no sentido puro da palavra, é o responsável pela idealização sonora desde a pré até a pós-produção.

Autor(a) do artigo

Airton Júnior
Airton Júnior

Professor de áudio no AvMakers, Airton iniciou os estudos de música aos 6 anos de idade. É formado pelo “Conservatório Musical Souza Lima” no Curso Dinâmico de Áudio e Bacharelado em Audiovisual pelo Senac. Como violonista já se apresentou em programas como o “Encontro com Fátima Bernardes” e do TEDx, além de canais do youtube de grande reconhecimento. Como produtor musical, operador de som e mixagem, atuou com diversos nomes muito importantes do cenário nacional.

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