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Compressor de Áudio: Como usar?

Os processadores de dinâmica atuam diretamente na amplitude do som.
Nesse primeiro artigo, falaremos sobre o compressor. Afinal, o que é, para que serve e como usar?

O compressor é bastante utilizado quando queremos buscar novas relações entre as variações de dinâmica que compõe uma banda sonora. Com ele podemos, por exemplo, aumentar as partes de menor pressão sonora, sem que as partes mais altas subam de volume proporcionalmente.

Existem relatos de que antes de sua invenção, era comum em estúdios de gravação ter mais de uma pessoa operando a mesa de som e outros periféricos para ir corrigindo as variações de dinâmica em tempo real, pois seria uma tarefa muito difícil para apenas uma pessoa controlar diversos canais ao mesmo tempo. Dessa forma, em momentos de maior pressão sonora, os operadores diminuiam o volume e faziam correções para que o som não distorcesse. Já em momentos de menor pressão sonora, aumentavam o volume para conseguir um bom nível de sinal x ruído.

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Hoje, o compressor além de ser encontrado em periféricos físicos, pode ser também adquirido em forma de plugin.

Conheça alguns parâmetros importantes para sua utilização.

Threshold: É o nível do sinal de entrada, normalmente expresso em dB, a partir do qual um determinado sinal começa a ser atenuado pelo compressor. Em outra palavras, imagine o threshold como uma linha e o sinal de áudio como uma variante que às vezes fica abaixo dessa linha e em outros momentos a ultrapassa (esse fato está diretamente ligado à dinâmica e se você quiser entender mais sobre isso, é só acessar esse outro texto https://www.avmakers.com.br/blog/propriedades-fisicas-do-som-intensidade/).

Quando um determinado sinal de áudio ultrapassar essa linha, o compressor atuará. Isso quer dizer que quanto mais perto essa linha imaginária estiver dos transientes, mais sinais serão comprimidos.

Knee: Nesse parâmetro escolhemos se queremos uma compressão suave ou forte.

Ratio: Determina a intensidade ou proporção de atenuação imposta pelo compressor às amplitudes que excedem o nível do threshold. Essa proporção é expressa em números, sendo o primeiro valor o sinal de entrada em dB acima do nível de threshold e o segundo o sinal de saída.

Exemplo: a proporção 3:1 diz que para 3 dB que ultrapassem a linha do threshold o sinal de saída será de apenas 1dB. Quanto maior for a proporção, maior será a atenuação.

Attack: Tempo que o compressor leva para funcionar desde o instante que um determinado sinal alcançou o nível de threshold. Números menores sugerem uma atuação mais rápida do compressor.

Release: É o tempo que o compressor leva para parar de funcionar desde o instante que o nível de entrada caiu abaixo do threshold estabelecido.

Makeup: É a compensação do sinal de saída. Geralmente ao comprimir algum som, é normal perder pressão sonora (volume), com esse parâmetro é possível buscar novas relações de dinâmica.

Noise-Gate: Como usar?

Os processadores de dinâmica atuam diretamente na amplitude do som.
Nesse artigo, falaremos sobre o noise-gate. Afinal, o que é, para que serve e como usar?

Em sua forma mais simples, o noise-gate permite que um som passe apenas se for mais alto que um determinado nível de sinal pré estabelecido. É daí que vem o conceito de gate, ou seja, abrir e fechar o portão. Vamos pensar, por exemplo, em uma banda e focar nossa atenção em um setup clássico de bateria, que é: bumbo, caixa, tom 1, tom 2, surdo, chimbal, prato de ataque e condução.

Nessa situação, todas as peças descritas acima estão microfonadas, porém seria humanamente impossível o baterista tocá-las ao mesmo tempo. Aplicando-se o noise-gate podemos fazer com que os microfones, por exemplo, dos tambores só “funcionem”quando o baterista realmente tocar em uma das peças. Deixar todos os microfones abertos faz com que tenhamos menos controle dos vazamentos, o que em uma situação, por exemplo, de um show ao vivo, poderia ocasionar microfonias ou dificuldade de timbrar cada instrumento individualmente, pois eles estariam misturados com diversos outros sons (vazamentos).

O noise-gate é uma ferramenta muito útil e o seu princípio de funcionamento é também utilizado em outros tipos de efeitos, como por exemplo, o auto-ducking. Já ouviu alguma propaganda ou até mesmo podcast com uma música de fundo que diminui de volume na presença, por exemplo, de uma voz ou aumenta na ausência da mesma? Pois é, esse é um dos princípios de abrir e fechar o portão.

Podemos também encontrá-lo em plugins de redução de ruído (nesse caso acontecem combinações de efeitos, tais como, equalização, compressão e noise-gate.)

Veja abaixo os parâmetros mais comuns de se encontrar em um noise-gate.

Threshold: Determina à partir de qual intensidade o gate abre ou fecha.

Range: Determina o quanto de sinal será reduzido quando o gate fechar.

Ratio: Determina a proporção de atenuação.

Attack: Determina o tempo que o gate leva para abrir.

Hold: Determina o tempo que o gate continua aberto.

Release: Determina o tempo que o gate leva para fechar.

Propriedades Físicas do Som: Duração

Vamos aprender a terceira das quatro propriedades físicas do som.

A duração é o intervalo de tempo que uma determinada vibração continua propagando após uma única excitação e esse processo compreende 4 estágios, que são:

Attack (Ataque) – Fase inicial do som. Refere-se ao tempo necessário para que o som atinja seu volume máximo.

Decay (Decaimento) – Fenômeno que acontece logo após o ataque em que há um pequeno decaimento antes do som se estabilizar.

Sustain (Sustentação) – Corresponde ao tempo de duração estável do som.

Release (Repouso ou Relaxamento) – Fase final do som. A intensidade sonora diminui até silenciar completamente.

Uma dica pra você lembrar das 4 fases do som é pensar na sigla ADSR.

Em alguns instrumentos, como o piano, é comum encontrar um pedal chamado sustain que altera a duração do som. Existem pedais para outros instrumentos, inclusive em forma de plugin, em que é possível manipular a duração do som digitalmente.

Além disso, mesmo que inconscientemente, usamos a duração para editar algum instrumento tocado fora do tempo durante o processo conhecido como “quantização”, visto que ao locomover um ou outro transiente para o tempo correto, muitas vezes o som precisa ser prolongado ou encurtado.

Em outras situações, por exemplo, na construção de SFX, em que é comum baixar sons da internet ou bibliotecas com uma duração já determinada, precisamos ajustá-lo para que se encaixe com a imagem. A duração também pode ser utilizada como forma de linguagem para provocar múltiplos sentidos e emoções no corpo humano. Pense, por exemplo, em um filme de terror. Geralmente os sons prolongados estão presente para criar tensão e os sons mais curtos e atacados para dar susto.