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Blender 3D: Preparamos 7 dicas incríveis para você explorá-lo

O blender é um dos mais populares softwares 3D da atualidade. Durante os últimos anos suas ferramentas evoluíram exponencialmente graças ao seu modelo open source, que não só o torna gratuito como deixar seu código fonte aberto para qualquer entusiasta em python poder se aventurar.

De fato, já há algum tempo, desenvolvedores do software vêm criando projetos incríveis com o blender, como filmes, animações, projetos de impressão 3D, games, ilustrações, etc. Isso mostra que ele pode ser muito mais versátil do que se pode imaginar, logo, conhecer suas vantagens é um diferencial e tanto.

Então, se você acha que o melhor sobre o Blender 3D é que ele é gratuito, nós preparamos uma lista com 7 dicas incríveis para você explorar e expandir seus horizontes com este software incrível. Confira!

1. Renderização realista via GPU

Além da opção de criar modelos, o Blender também oferece uma unidade de processamento gráfico chamada Cycles. Com um processamento otimizado para plataforma CUDA, você pode ver a renderização em tempo real na guia principal.

Isso agiliza procedimentos como iluminação e criação de materiais tornando o trabalho mais rápido e eficaz.

2. Sistema não linear de animação

Além de permitir que você crie e produza animações com rig, transformações globais e de propriedades é possível contar com o sistema NLA (not linear animation) de animação, que permite a criação de blocos de animação e podem ser interligados como “lego” na montagem da timeline, tornando muito mais rápido o desenvolvimento de animações complexas e longas.

3. Sistema física de simulação

Simular materiais com propriedades físicas dentro de um ambiente 3D é uma tarefa difícil e de alto processamento, mas o Blender 3D facilita muito essa tarefa.

Você pode simular líquidos, tecidos, fumaça, fogo, explosões e colisões de objetos em poucos cliques numa visualização realtime mesmo com máquinas de processamento inferior, isso porque o blender trabalha com um sistema de cachê descriptografado e otimizado, perfeito para você criar projetos VFX.

4. Possibilita criar composições

Então você renderizou todo seu projeto, mas gostaria de caprichar e fazer uma pós-produção? Pois bem, o software permite que você utilize um sistema de nós que auxilia o uso de camadas da renderização deixando a pós produção muito mais eficaz.

Você pode fazer mudanças ou aperfeiçoamentos nas paletas de cores — até mesmo as mais sutis —, adicionar brilho, luz e reflexos, adicionar profundidade de campo ou desfoque de movimento e muito mais.

Não é uma ferramenta que vá substituir algumas os grandes programas de composição do mercado, mas, com certeza, é muito útil quando você precisa extrair múltiplos passes de cada render.

5. Você pode esculpir no Blender

O Blender possui ferramentas de multi-resolução que permitem inserir muitos detalhes orgânicos aos seus modelos. Se você não se contentar com os 20 pincéis por padrão do blender, é possível criar inúmeras funções e ferramentas para desenvolvimento de escultura. Além de contar com vários métodos para retopologia dos modelos high poly.

6. É possível criar pelos e cabelos

Em vez de você ter formas pré-programadas, com texturas padrão ou formas geométricas esquisitas, o Blender 3D permite a criação de fibras capilares, que são renderizadas com o motor do Cycle. O cabelo, na verdade, é baseado no sistema de partículas do Blender, que determina onde as fibras do cabelo serão desenhadas.

Você pode unir as partículas em grupos, cortar, combinar, e criar guias de estilo, ou usar o Blender para construir dinâmicas que farão o cabelo se comportar de forma realista. Com o conhecimento necessário, o resultado pode ser muito superior a softwares que custam alguns milhares de reais.

7. Comunidade ativa

O fato do blender ser de código aberto descentraliza o desenvolvimento das ferramentas e expande de maneira exponencial o número de programadores e ferramentas criadas para serem usadas no blender, isso faz que haja centenas de addons e plugins novos todos os dias.

É fisicamente impossível acompanhar essas atualizações por conta do volume, no entanto, o fórum do blender conta com uma comunidade ativa que testa, promove, categoriza e pontua os melhores Addons para auxiliar de forma abrangente e/ou específica qualquer desafio que você encontrar.

Se você deseja investir nas ferramentas possibilitadas pelo software, conheça o nosso curso de Blender 3D.

Com ele, você vai estar preparado para criar e manipular cenas, personagens, paisagens e objetos em 3D, o que permite a sua entrada na área de criação de games, escultores, desenvolvedores de maquetes eletrônicas, entre muitas outras.

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O Cinema 3D morreu?

Com o sucesso de Avatar, lançado em 2009, a indústria cinematográfica passou a investir piamente na captação e conversão (em pós-produção) de conteúdo com perspectiva em três dimensões. A produção de James Cameron é hoje o filme que atingiu maior bilheteria na história do cinema (sem levar em conta a inflação) e fez com que o formato fosse enxergado por muitos como uma possível salvação da sétima arte, que vinha perdendo público para plataformas de streaming e pirataria.

Oito anos após esse lançamento, o futuro do 3D não parece mais tão promissor. Afinal, qual o destino do Cinema em três dimensões?

História e evolução do 3D

O primeiro filme 3D da história é datado de 1922 e recebeu o nome de The Power of Love. A tecnologia utilizada no longa chama-se anaglifia – duas imagens visualmente combinadas, uma desenhada em vermelho e outra em azul, eram vistas através de um par de óculos com lentes coloridas das mesmas cores.

Mas só nos anos 50 que o 3D ganhou popularidade, com a chegada do Natural Vision – um equipamento de captação de duas câmeras registrando profundidades diferentes, capaz de criar um efeito 3D visualizado a partir de óculos com lentes polarizadas. Bwana Devil (1952), de Arch Oboler, foi o primeiro longa exibido no formato. A Warner Bros apostou na tecnologia e adquiriu a licença do Natural Vision.

Apesar desse passo evolutivo, diretores como Hitchcock não estavam plenamente satisfeitos com o efeito de três dimensões em tela, e o 3D só se popularizou mundialmente com a tecnologia digital. Em 2005, menos de 100 salas eram capazes de exibir o formato nos Estados Unidos. Em 2009, já eram mais de 2000. Já o Brasil – que tinha 267 salas 3D em 2010 – registrou a inauguração de 144 novas salas apenas entre janeiro e julho de 2011.

Já consolidado, o 3D sofreu severas reclamações por parte da crítica especializada, principalmente por parecer um recurso vazio, que não oferecia nada mais que uma forma de os cinemas cobrarem mais pelos ingressos.

Linguagem pouco desenvolvida

Desde o seu surgimento, o 3D tem sido explorado como efeito, e não como linguagem. Isso é, a tecnologia se fez presente em filmes mais por uma questão estética com ares de modernidade do que para auxiliar na narrativa.

Mas está tudo bem, isso não é exclusividade do 3D. Toda inovação tecnológica introduzia ao cinema sofre do mesmo desvio – som, cor, widescreen… O amadurecimento de um novo recurso só vem com o tempo, estudo e prática dos cineastas ao utilizarem e deixarem o deslumbramento tecnológico de lado. Mas esse não foi o único problema da nova tecnologia.

O uso excessivo do efeito 3D muitas vezes acaba prejudicando a experiência do espectador – e sua proposta inicial de imergir seu público no filme acaba tendo o efeito exatamente contrário. Para o roteirista Jean-Claude Carrière, “no momento em que um efeito aparece, corremos o risco de ver a técnica, unicamente técnica. Quando a câmera toma conta da tela, nos damos conta, imediatamente; percebemos de repente que estamos num cinema – e não no interior da história que viemos ver“.

Ou seja, muitas vezes, quando o filme utiliza artifícios como “jogar” objetos em direção ao público a partir do 3D, isso é o suficiente para que o espectador deixe a trama de lado e lembre que está em uma sala de cinema, e que aquilo que ele acabou de ver foi um efeito 3D. E essa racionalização é prejudicial não apenas para a narrativa, mas para a experiência cinematográfica individual.

Futuro do 3D

Em Julho deste ano, Greg Foster, CEO do IMAX Entertainment, declarou que o espectador americano tem demonstrado menor interesse pelo formato e a empresa estava identificando uma preferência do público pelos filmes em projeção convencional. Com isso, haverá uma priorização por parte do IMAX em produzir filmes em duas dimensões, contrariando as previsões de que o 3D seria o futuro do cinema.

Além disso, marcas como LG, Sony e Samsung já anunciaram que não fabricarão mais televisores compatíveis com a tecnologia, e redes de televisão pararam há anos de investir em produção de conteúdo e transmissão 3D. Os investimentos agora estão voltados ao 4k, 8k e telas cada vez maiores e de resoluções astronômicas.

É difícil prever se o 3D terá chance de adquirir linguagem própria após esse prelúdio do fim. É possível que, agora, seja explorado para fins artísticos e persevere em produções que consideram essencial o efeito para sua narrativa. De qualquer forma, a tecnologia cumpriu seu objetivo e foi responsável por trazer uma geração de volta aos cinemas.

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